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Ritmo lento do Censo preocupa vereadores de Alta Floresta

Ritmo lento do Censo preocupa vereadores de Alta Floresta

Ritmo lento do Censo preocupa vereadores de Alta Floresta

O ritmo de trabalho do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] com relação a coleta de dados para o Censo Demográfico 2022 em Alta Floresta, está lento. A projeção é que a população do município poderá chegar a 80 mil moradores. Entretanto, até agora o número de entrevistas está num patamar de 30 mil. 

O prazo para a coleta de dados foi prorrogado para o final de dezembro. Mas alguns vereadores, demonstraram preocupação com o ritmo que o Censo vem sendo realizado no município de Alta Floresta. 

O IBGE vem enfrentando dificuldades para realizar o serviço de coleta de dados, porque não conseguiu contratar o número adequado de recenseadores. Acrescido a este fator, há também resistência em determinadas moradias em colaborar com o atendimento para passar as informações. 

Diante desta situação, os parlamentares cobram veementes, que a prefeitura passe a dar um apoio mais efetivo para auxiliar no trabalho, pela importância que o Censo tem para o município. O vereador Bernardo Patrício (MDB) foi incisivo em sua cobrança e exigiu que o executivo municipal tome uma atitude imediata. 

Porque, na sua opinião, caso isto não aconteça, o Censo não será realizado da forma que deveria no município. Bernardo observou que empresários, através de ofício encaminhado à Câmara Municipal, questionaram a falta de interesse com a realização do Censo. 

Para ele, é necessário se alertar porque é um período exíguo que resta para o Censo ser finalizado. “Em dezembro é o término. Volto aqui chamar a atenção do executivo municipal para dar apoio a equipe do IBGE, porque senão o município será prejudicado”, disse. 

“Chegou o momento que nós da prefeitura e Câmara, não basta só se colocar à disposição. É preciso fazer algo mais. Se não tomarmos providência, pegar os recenseadores, colocar dentro do carro e levar para a zona rural, não vai dar tempo. A prefeitura tem que querer fazer. 

Se a prefeitura não falar: vamos fazer, não vai ser feito o censo na totalidade. E aí vai demorar mais 10 anos para ter outro Censo e será um grande prejuízo para Alta Floresta”, acrescentou. 

A vereadora Ilmarli Teixeira (PT) disse que os representantes do IBGE local procuraram a Câmara Municipal para cobrar do poder executivo a celebração de um Termo de Cooperação para o município ajudar na realização dos trabalhos. 

Para a vereadora, a desatualização do Censo é prejudicial ao município, que recebe repasse de recursos de FPM com base em uma população de 52 mil habitantes. Porém, a população de Alta Floresta chega a 80 mil moradores. 

Há cerca de mais de 20 mil moradores que estão fora da estatística oficial. “É preciso que o poder executivo se debruce sobre esta questão e encontre meios de colaborar com a realização do Censo. Alta Floresta perde mensalmente, R$ 1 milhão apenas de FPM (Fundo de Participação dos Município). Há negligência e falta de apoio. Por isso, chamo a atenção para a prefeitura fazer com o IBGE o Termo de Cooperação. A prefeitura tem como acelerar esta ação, pois quem está perdendo é o município nas áreas de Saúde e Educação, infraestrutura”, assevera Ilmarli. 

O presidente do poder Legislativo, Oslen Dias (Tuti), disse que a Câmara Municipal está fazendo a parte dela. Já disponibilizou um veículo e um motorista para ajudar o IBGE na locomoção dos servidores, assim como a prefeitura que também já colocou dois veículos à disposição. 

“O que depender da Câmara e estiver no alcance, vamos atender”, assegurou. Mas segundo ele, o poder público municipal não pode ceder funcionário para ajudar na coleta do Censo, porque só é permitido quem for registrado pelo governo federal. “O IBGE baixou uma regra de controle rigorosa. Os recenseadores são rastreados durante o trabalho e são acompanhados por rastreadores a cada rua. Mas a Câmara está fazendo sua parte”, disse.

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