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PF deflagra operação e cumpre mandados na casa de Emanuel Pinheiro e Assembleia Legislativa

PF deflagra operação e cumpre mandados na casa de Emanuel Pinheiro e Assembleia Legislativa

PF deflagra operação e cumpre mandados na casa de Emanuel Pinheiro e Assembleia Legislativa

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (14) operação fundamentada nas informações fornecidas pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em delação premiada homologada no Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, os policiais já cumpriram mandados na sede da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e na casa do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB).

A assessoria de impresa da Prefeitura Municipal de Cuiabá informa que ainda está se inteirando da natureza dos mandados cumpridos pela PF para poder se posicionar oficialmente. Na Assembleia Legislativa, são cumpridas buscas e apreensões. As ordens começaram a ser cumpridas por volta das 6h de hoje.

O prefeito de Cuiabá foi filmado recebendo dinheiro do antigo chefe de gabinete de Silval, Sílvio Correa. As imagens foram gravadas quando o peemedebista ainda era deputado estadual, na legislature passada. De acordo com a versão apresentada por Silval às autoridades, o dinheiro era um “mensalinho” pago aos parlamentares para a manutenção da governabilidade.
 
Aparecem ainda nas gravações a hoje prefeita de Juara, Luciane Bezerra (PSB); Ezequiel Fonseca (PP), atual deputado federal; Gilmar Fabris (PSD), vice-presidente da Assembleia Legislativa; José Domingos Fraga (PSD); Alexandre César, ex-deputado estadual, J. Barreto, ex-deputado estadual; Ariton Português, ex-deputado estadual; Luiz Marinho; e Antonio Azambuja, ex-deputado estadual. O deputado Wagner Ramos (PSD) também foi filmado, no entanto foi no escritório do médico Rodrigo Barbosa, filho de Silval Barbosa (PMDB).
 
O acordo de Silval Barbosa foi homologdo em agosto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que havia classificado o material como “monstruoso”.
 
Silval governou Mato Grosso de 2010 a 2014. Ele foi preso em 2015 na operação Sodoma, que investiga crimes de fraudes na concessão de incentivos fiscais do Estado. Desde junho, porém, está em prisão domiciliar. No acordo assinado com a PGR, o ex-governador recebeu multa de R$ 80 milhões. Inicialmente os investigadores solicitaram o valor de R$ 150 milhões.

Silval Barbosa foi o primeiro ex-governador do país a se tornar delator. O advogado que negociou seu acordo, Délio Lins e Silva, é o mesmo que conduz a negociação da delação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente preso no Paraná.

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