O governador Mauro Mendes (DEM) afirma que já garantiu todas as reivindicações dos servidores da Educação, menos o pagamento do ajuste salarial em 7,6%, com a justificativa de que o Estado não tem condições financeiras para isso além de estar impedido legalmente pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para conceder qualquer aumento salarial.
Em nota, Mauro conclama os 42% dos professores e servidores que estão em greve a retomarem as atividades, para não prejudicar ainda mais aos alunos. A declaração foi dada em resposta aos servidores que decidiram, em assembleia geral.
“O governo já demonstrou ao sindicato que está impedido legalmente, pela Lei de Responsabilidade Fiscal federal, de conceder qualquer aumento salarial. As condições financeiras não permitem a concessão do reajuste. Vale lembrar que o salário de todos os servidores públicos ainda é pago de forma parcelada”, diz a nota.
Mauro reforça que Mato Grosso paga o 3º melhor salário do país aos professores, que em média, recebem por mês R$ 5,8 mil, alega que o valor é o dobro do que paga uma escola particular e a maioria das prefeituras. “Apesar disso, a qualidade da nossa educação no ensino médio é a 21º entre os Estados, conforme o ranking do Ideb”, denota.
O democrata também reclamou que cada aluno da escola pública custa R$ 700 por mês, e que de cada R$ 100 do orçamento da Educação, R$ 95 são para pagar salários. “Os R$ 5,00 restantes são destinados à merenda, transporte escolar e reforma/manutenção de escolas”. Por fim, garantiu que o Governo se mantém aberto ao diálogo.





