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Gastronomia terá programa do Ministério do Turismo

Gastronomia terá programa do Ministério do Turismo

Gastronomia terá programa do Ministério do Turismo

A gastronomia brasileira vem sendo bem avaliada pelos turistas estrangeiros que visitam o país, mas é fato que essa ferramenta de atração turística ainda precisa de incentivos e, especialmente, resolver muitos gargalos para chegar à excelência. 

Com a promessa de fortalecer o setor, que movimenta mais de 50 atividades econômicas, emprega direta e indiretamente 7 milhões de brasileiros e representa 8,1% da economia, o Ministério do Turismo anunciou na última semana, em Belo Horizonte, que fará um programa em parceria com a Organização Mundial do Turismo e o Sebrae. A previsão é que a iniciativa seja lançada em 15 meses e contenha estratégias certeiras para levar a gastronomia brasileira ao mundo, assim como fez o Peru em anos e anos de investimento e trabalho. 

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“Vamos traçar um plano para identificar as potencialidades do Brasil no turismo gastronômico e desenhar o caminho para liderar as articulações entre os elos da cadeia, com foco no incremento da atividade turística e do diferencial competitivo dos destinos brasileiros”, afirma o ministério.

O comunicado oficial diz que ainda em 2019 haverá o lançamento de uma campanha para incentivar os brasileiros a conhecerem melhor a comida do país. “O que estamos realizando agora é encarar o grande potencial que o segmento do turismo gastronômico tem, quando trabalhado de forma ordenada. Então os esforços são no sentido de desenhar ações integradas, planejadas e com propósitos e metas bem definidas”, afirma o governo. 

 

De acordo com dados da Demanda Turística Internacional, realizada pelo Ministério do Turismo, a gastronomia brasileira foi aprovada por mais de 95% dos estrangeiros que vieram ao Brasil em 2018. 

No entanto, ainda é preciso dar condições para que o setor seja competitivo, com políticas públicas que melhorem as condições não somente para o turista, mas também para quem trabalha no segmento. Em Brasília, por exemplo, há entraves como a Lei do Silêncio e o transporte público insuficiente para atender a demanda de quem trabalha nesses empreendimentos, especialmente no período da noite.

Esses dois fatores fazem com que bares e restaurantes fechem as portas mais cedo, afugentando o público e diminuindo seus faturamentos. A questão da segurança também precisa ser resolvida, assim como a da alta carga tributária imposta ao segmento. Comida boa, diversa, autóctone nós temos, mas sem infraestrutura será difícil chegarmos longe.

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