O samba-enredo deste ano da escola Imperatriz Leopoldinense, do Rio de Janeiro, está gerando protestos de diversas entidades ligadas ao agronegócio de Mato Grosso e do País. Produtores de sementes de soja divulgaram nota nesta terça-feira (10) repudiando o enfoque da escola. A Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso) chegou a anunciar que também divulgaria uma nota, mas até o fechamento desta edição o documento não havia sido publicado.
Intitulado “Xingu – O Clamor que Vem da Floresta”, o samba-enredo faz uma homenagem ao Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso, e insinua que a destruição da natureza está ligada à produção do agro. A escola, que integra o Grupo Especial do carnaval carioca, vai se apresentar no Sambódromo da Avenida Marquês de Sapucaí no dia 26 de fevereiro à 0h50, com transmissão ao vivo pela Rede Globo.
Em um dos trechos, a música diz que “o belo monstro rouba as terras dos seus filhos, devora as matas e seca os rios”. A composição é de Moisés Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna, e o responsável pelo desfile é carnavalesco Cahê Rodrigues. O setor diz que o tema leva à “desinformação sobre a realidade do agronegócio brasileiro”.
Fonte: MidiaNews





