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Agentes alertam que "massacre" de Manaus pode se repetir em cadeias de MT

Agentes alertam que "massacre" de Manaus pode se repetir em cadeias de MT

Agentes alertam que "massacre" de Manaus pode se repetir em cadeias de MT

O presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindispen-MT), João Batista, lamentou os acontecimentos no Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM), e fez críticas a gestão terceirizada das unidades prisionais. Classificando-as como “ineficiente”, ele afirmou que o modelo “fragiliza ao resultado da pena, que é reinserção social”.

Em nota assinada pelo presidente da agremiação nesta quarta-feira (04), o sindicato ainda faz críticas ao Ministério da Justiça, que em sua avaliação “tem se omitido quanto à responsabilidade dos sistemas penitenciários no Brasil”. Para ele, o massacre ocorrido no Compaj no dia 1º de janeiro – onde uma disputa de poder entre facções criminosas terminou na morte de 56 pessoas -, pode acontecer em Mato Grosso.

“Infelizmente, esse tipo de coisa pode acontecer a qualquer momento em qualquer estado brasileiro. Aqui em MT, nós vimos, recentemente, o crime organizando ordenando ataques de dentro de presídios e também já foram registrados mortes entre facções nas unidades prisionais”, disse ele. Segundo João Batista, a gestão terceirizada das unidades prisionais – modelo adotado no Compaj -, possui um histórico de ineficiência e risco a vida dos reeducandos e dos servidores do sistema no Brasil, caso da crise no Maranhão em 2013, e até nos Estados Unidos. De acordo com o presidente do Sindispen, os EUA estariam retomando os presídios que antes estavam sob responsabilidade da iniciativa privada.

O representante dos servidores penitenciários do Estado disse ainda que um incidente semelhante ao do Amazonas só não ocorreu no Estado por conta da “dedicação dos servidores” e cobrou investimentos do Palácio Paiaguás, sede do poder executivo mato-grossense.

“É preciso investir em uma boa gestão pública, na reestruturação das unidades e oferecer condições de trabalho e de segurança adequada. Ao invés de repassar milhões para uma empresa privada fazer a gestão de um presídio e o resultado ser igual ou pior ao caos que já temos, o Estado precisa investir em sua própria estrutura”.

MASSACRE EM MANAUS

O primeiro dia de 2017 trouxe notícias preocupantes do norte do país. Uma disputa de poder entre facções criminosas no Complexo Prisional Anisio Jobim (Compaj), em Manaus, deixou 56 mortos e proporcionou a fuga de 112 reeducandos.

O Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nesta quarta-feira (04) que o governo do Amazonas obteve a informação de uma possível fuga no sistema penitenciário do Estado entre o Natal e o Ano Novo, e que a unidade federativa havia tomado “todas as providências para evitar fugas”.

Um relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate a Tortura (MNPCT), do governo federal, afirmou que, no Amazonas, os presos se “autogovernam” e a administração penitenciária “é bastante limitada e omissa diante da atuação das facções criminosas”.  

 

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