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Famílias atingidas pela UHE Sinop ainda cobram indenização sete anos depois

Famílias atingidas pela UHE Sinop ainda cobram indenização sete anos depois

CONFLITO SOCIOAMBIENTAL

Famílias atingidas pela UHE Sinop ainda cobram indenização sete anos depois

Moradores de Sinop e Cláudia denunciam perdas provocadas pelo reservatório do Teles Pires; audiência de conciliação está marcada para setembro

Crédito: Caio Mota

Sete anos após o início da operação comercial da Usina Hidrelétrica (UHE) de Sinop, famílias atingidas pelo represamento do rio Teles Pires, em Mato Grosso, ainda cobram indenizações consideradas justas e reparação pelos impactos provocados pelo empreendimento.

A situação foi retratada pelo Le Monde Diplomatique Brasil, que ouviu moradores e recuperou o histórico de conflitos envolvendo as comunidades afetadas.

No assentamento Gleba Mercedes V, em Sinop, moradores relatam perdas de terras, casas, áreas de produção e acesso ao rio. “Antes dessa usina nós tínhamos tudo. A usina trouxe só destruição pra nós. Nem pescar a gente consegue mais”, relatou Terezinha Martins de Carvalho.

Crédito: Caio Mota

A formação do reservatório inundou cerca de 34 mil hectares e deixou os conhecidos “paliteiros”, árvores que permaneceram dentro da água. O empreendimento também foi alvo de multas ambientais após episódios de mortandade de peixes.

A disputa pelas indenizações permanece na Justiça. Segundo a reportagem, valores pagos inicialmente ficaram abaixo de avaliações posteriores realizadas por órgãos públicos e perícias judiciais.

Em 2026, famílias atingidas e a Sinop Energia retomaram as conversas em busca de uma solução. Uma audiência de conciliação foi marcada para 18 de setembro de 2026, às 16h, por videoconferência, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

A UHE Sinop é operada pela Sinop Energia, que tem entre seus principais acionistas a estatal francesa Électricité de France (EDF). A empresa possui 51% das ações do empreendimento. As informações são do Diplomatique Brasil.

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