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Lei em Mato Grosso proíbe uso de inteligência artificial para criação de “deep nudes”

Lei em Mato Grosso proíbe uso de inteligência artificial para criação de “deep nudes”

DEEP NUDES

Lei em Mato Grosso proíbe uso de inteligência artificial para criação de “deep nudes”

Norma sancionada por Mauro Mendes prevê multas, obriga plataformas a remover conteúdos e já está em vigor no estado

Reprodução

O uso de inteligência artificial para criar imagens falsas de nudez está proibido em Mato Grosso. A medida está prevista na Lei nº 13.257/2026, sancionada pelo governador Mauro Mendes e publicada na quarta-feira (25) no Diário Oficial do Estado.

A nova legislação proíbe o desenvolvimento, a distribuição, a venda, a promoção e o uso de aplicativos e programas de inteligência artificial voltados à criação dos chamados “deep nudes”. Esse tipo de conteúdo consiste em imagens ou vídeos manipulados digitalmente para mostrar pessoas nuas sem o consentimento, a partir de fotos ou vídeos originais.

Na prática, a lei atinge qualquer ferramenta tecnológica criada ou adaptada com esse objetivo, incluindo aplicativos, softwares e sistemas de inteligência artificial capazes de gerar esse tipo de material.

Além da proibição, a norma estabelece obrigações para plataformas digitais. Empresas que operam redes sociais, sites e outros serviços online deverão adotar mecanismos para detectar e remover conteúdos desse tipo, além de identificar e excluir programas que violem a legislação.

As plataformas também terão que disponibilizar canais de denúncia acessíveis aos usuários, bem como criar mecanismos eficazes para análise e retirada do material. Outro ponto previsto é a obrigação de cooperação com as autoridades em investigações relacionadas à criação, divulgação ou uso de “deep nudes”.

A lei ainda prevê penalidades para quem descumprir as regras, que podem incluir multas, suspensão de atividades comerciais e outras sanções aplicadas pelos órgãos competentes.

O texto determina também que o Governo do Estado promova campanhas educativas para conscientizar a população sobre os riscos e as consequências desse tipo de prática, com foco no respeito ao consentimento, à privacidade e à dignidade das pessoas.

A legislação já está em vigor desde a data de sua publicação.

Fonte: Repórter -MT

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