Uma sala sensorial instalada pela Prefeitura de Alta Floresta para atendimento de crianças com necessidades especiais e Transtorno do Espectro Autista (TEA) passou a ser tema de discussão pública após uma fiscalização realizada pelo vereador Luciano Silva e a posterior manifestação da Secretaria Municipal de Educação.
O assunto ganhou repercussão depois que o parlamentar publicou um vídeo em suas redes sociais mostrando o espaço onde estão instalados equipamentos voltados à estimulação sensorial. Na gravação, o vereador afirma ter recebido informações de que a sala não estaria em funcionamento e buscou esclarecimentos sobre a utilização da estrutura.
Durante a visita, Luciano Silva registrou imagens do ambiente e dos equipamentos disponíveis no local. Segundo o vereador, o objetivo da fiscalização foi verificar a situação do espaço e cobrar informações sobre o início dos atendimentos.
Após a divulgação do vídeo, a Secretaria Municipal de Educação se pronunciou por meio da secretária Lucinéia Martins de Matos. Em vídeo publicado nas redes sociais, a gestora informou que a sala foi equipada pelo município, mas ainda não está em operação.
De acordo com a secretaria, a administração municipal tem realizado procedimentos para contratação de profissionais habilitados para atuar no espaço, entre eles terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. A pasta informou ainda que foram realizados chamamentos e buscadas parcerias para viabilizar o atendimento.
Durante o pronunciamento, a secretária também criticou a forma como o tema foi apresentado nas redes sociais e afirmou que a situação não decorre da falta de investimentos na estrutura física da sala.
Por sua vez, o vereador sustenta que a fiscalização integra as atribuições do Poder Legislativo e defende que a população seja informada sobre a utilização dos equipamentos adquiridos com recursos públicos.
O espaço foi concebido para oferecer suporte especializado a crianças que necessitam de estímulos sensoriais específicos. Até o momento, não há data oficialmente divulgada para o início dos atendimentos.
O tema deverá continuar sendo acompanhado tanto pelo Legislativo quanto pela administração municipal, enquanto famílias e entidades ligadas à causa aguardam a definição sobre o funcionamento da estrutura.





