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Juíza cita desprezo pela vida e crença na impunidade em decisão que manteve prisão do filho de deputado

Juíza cita desprezo pela vida e crença na impunidade em decisão que manteve prisão do filho de deputado

Juíza cita desprezo pela vida e crença na impunidade em decisão que manteve prisão do filho de deputado

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica, afirmou, em decisão desta sexta-feira (20), que Carlos Alberto Bezerra agiu motivado pela certeza da impunidade em razão de sua posição social. Carlinhos, como é chamado, é filho do deputado federal e ex-governador do Estado, Carlos Bezerra (MDB). Na última quarta-feira (18), ele matou a tiros a ex-namorada Thays Machado e o companheiro dela, William César Moreno.

“As provas até então produzidas nos autos demonstram a tentativa do custodiado de se furtar da aplicação da lei penal e a sua conduta, o desprezo pela vida e uma crença na impunidade, capaz de lhe levar a prática de um feminicídio e um homicídio qualificado em plena tarde de um dia de semana, perto de uma avenida movimentada, em frente a um condomínio residencial, desferindo vários tiros a esmo a partir do próprio veículo registrado em seu nome”, escreveu a juíza.

Na decisão, que analisou o pedido de conversão da prisão em flagrante em preventiva, a magistrada repetiu, por várias vezes, a ideia de uma crença na impunidade que faz com que “nenhuma mulher se sinta segura”, nem mesmo uma servidora do Judiciário que atuou no combate à violência doméstica e contra mulhe, como era o caso de Thays.

“As provas até então produzidas nos autos demonstram a tentativa do custodiado de se furtar da aplicação da lei penal e a sua conduta, o desprezo pela vida e uma crença na impunidade, capaz de lhe levar a prática de um feminicídio e um homicídio qualificado em plena tarde de um dia de semana, perto de uma avenida movimentada, em frente a um condomínio residencial, desferindo vários tiros a esmo a partir do próprio veículo registrado em seu nome, tiros estes dos quais seis acertaram as vítimas, sendo nítido em meu sentir que o mesmo contava com a impunidade decorrente de sua posição social”, ponderou a juíza.

VELÓRIO 

O corpo de Thays Machado foi velado na manhã desta sexta-feira. Na despedida, familiares lembraram do desejo da advogada de ser doadora de órgãos. No entanto, tamanha a brutalidade do crime, que apenas as córneas puderam ser aproveitadas.

No velório, familiares de Thays também contaram que William tinha vindo a Cuiabá para conhecê-la. Ela tinha buscado o novo namorado no aeroporto horas antes dos dois serem assassinados. William morava em São Paulo.

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