A Justiça Federal de Itaituba (PA) converteu a prisão em flagrante para preventiva dos dois bolivianos detidos após a queda de uma aeronave carregada com 51 tabletes de skunk, uma variante potente da maconha. O avião caiu entre Alta Floresta (MT) e o estado do Pará durante uma interceptação da Força Aérea Brasileira (FAB) na madrugada de domingo, 13 de abril.
A aeronave, modelo EMB-810C Seneca II, decolou do Peru sem plano de voo e foi identificada no espaço aéreo brasileiro. Durante a operação de interceptação, o piloto realizou um pouso forçado em uma área de mata na Terra Indígena Munduruku, nas proximidades do rio São Manoel, já no estado do Pará. A queda resultou na destruição completa do avião, mas os dois tripulantes, identificados como J.R.S., 32 anos, e C.A., 31 anos, sobreviveram com ferimentos graves.
Após o resgate, os bolivianos foram encaminhados ao Hospital Regional de Alta Floresta e, posteriormente, transferidos para Cuiabá sob custódia da Polícia Federal. A droga apreendida e os presos foram apresentados à Polícia Federal em Cuiabá.
A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Federal e teve parecer favorável do Ministério Público Federal (MPF). O juiz federal concluiu que há indícios suficientes para acreditar que os pilotos fazem parte de uma organização criminosa responsável pelo tráfico internacional de drogas na Amazônia.
A operação contou com a participação da Polícia Federal, Força Aérea Brasileira (FAB), GEFRON, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. Durante as buscas no local do acidente, foram encontrados e apreendidos 51 tabletes de skunk, droga conhecida por seu alto teor de THC.
A aeronave, avaliada em aproximadamente R$ 1,8 milhão, foi completamente destruída na queda. A apreensão da droga representa um prejuízo estimado de R$ 150 mil ao crime organizado.





