“Não acredito que ele esteja vivo, mas queremos saber pelo menos onde está o corpo.” O desabafo é de Regina Maria Lopes, prima de Edson Alves Dias, trabalhador rural que desapareceu no início de junho em uma fazenda localizada na zona rural de Alta Floresta (MT). Desde então, ele nunca mais foi visto.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela família, Edson foi visto pela última vez no dia 6 de junho, quando teria deixado a propriedade rural de forma repentina. Ninguém soube informar como ele saiu ou para onde foi. Equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio de familiares e voluntários, realizaram buscas intensas durante quase uma semana, mas nenhuma pista concreta foi encontrada.
Segundo relatos, Edson teria sido visto caminhando por uma estrada, versão que é contestada pela família. “Achamos que ele não foi visto em estrada nenhuma. Ele tinha um problema na perna, que limitava muito a locomoção. Só de sair da sede até a porteira da fazenda já era um sacrifício, e ele andava muito devagar”, explicou Regina.
Abalada, a prima afirma que não acredita em um desaparecimento voluntário. “Edson podia ter seus problemas com a bebida, mas não sairia do local de trabalho daquela forma. Se ele saiu de lá, não foi sozinho e nem andando. A gente acredita que ele não está mais vivo, e só queremos, pelo amor de Deus, saber onde foi deixado o corpo. A angústia é muito grande.”
Regina ainda denuncia o silêncio das autoridades após o fim das buscas. “Estamos nos sentindo abandonados, sem nenhuma informação oficial. A cada dia a dor aumenta, e a sensação de impotência só cresce. Tudo o que queremos é uma resposta.”
A Polícia Civil continua investigando o caso, mas até o momento não há novas atualizações oficiais sobre o paradeiro de Edson Alves Dias.





