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CDL de Alta Floresta permanece em silêncio sobre prorrogação de mandato até 2029

CDL de Alta Floresta permanece em silêncio sobre prorrogação de mandato até 2029

Prorrogação do mandato

CDL de Alta Floresta permanece em silêncio sobre prorrogação de mandato até 2029

Ausência de documentos públicos e silêncio da diretoria aumentam dúvidas sobre transparência e legitimidade da prorrogação do mandato da CDL de Alta Floresta até 2029

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Alta Floresta ainda não se manifestou oficialmente a respeito da Assembleia Extraordinária realizada em fevereiro deste ano, na qual foi aprovada a prorrogação do mandato da atual diretoria até 30 de dezembro de 2029. Desde a publicação da matéria pelo Portal Nativa News, no dia 23 de maio, nenhum retorno foi dado pela entidade, apesar dos pedidos formais de esclarecimento e envio de documentos.

De acordo com os dirigentes, a assembleia foi legal e teve seus atos registrados em cartório. No entanto, até o momento, nem o edital de convocação nem a ata registrada foram divulgados publicamente ou disponibilizados aos associados, tampouco localizados nos meios públicos acessados pela reportagem. A ausência de transparência tem causado inquietação e questionamentos entre lojistas da cidade.

Durante a assembleia, a justificativa apresentada para a prorrogação foi a de que entidades superiores, como a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e a FCDL-MT, também haviam adotado medidas semelhantes. Não houve, porém, divulgação de fundamentos legais nem consulta ampla à base de associados antes da decisão.

O caso chama ainda mais atenção por conta de declarações feitas pelo atual presidente da entidade, Alex Fabiano Cavalheiro, durante a campanha à presidência em 2024. À época, em entrevista ao jornal Mato Grosso do Norte, Cavalheiro criticou manobras semelhantes da gestão anterior, alegando que “a CDL convocou a assembleia já com intenção de não realizar a eleição” e classificando uma suposta intervenção como “de faz de conta”.

Em outro trecho, o então candidato afirmou que a CDL “não é mais representativa há anos” e que muitos lojistas cogitavam migrar para a Associação Comercial, mantendo apenas o vínculo formal com a CDL para evitar taxas extras.

Agora à frente da entidade, Cavalheiro lidera a diretoria que adotou prática semelhante à que anteriormente condenava, o que amplia a percepção de contradição entre o discurso e a prática, segundo associados ouvidos pela reportagem.

Até esta terça-feira (28), não houve divulgação de nota oficial ou apresentação de documentos à imprensa ou à base associativa. O Portal Nativa News reafirma seu compromisso com a informação de interesse público e permanece à disposição da CDL de Alta Floresta para publicação de eventuais esclarecimentos ou documentos que julgar pertinentes.

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