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Buraqueira na MT-325: Rodovia recémpavimentada está cheia de crateras

Buraqueira na MT-325: Rodovia recémpavimentada está cheia de crateras

Obra que ultrapassou R$ 80 milhões

Buraqueira na MT-325: Rodovia recémpavimentada está cheia de crateras

O trecho da MT 325 de Alta Floresta para a ponte do rio Teles Pires, asfaltado há poucos meses, está repleto de pontos de enormes buracos na pista

Foto: Jornal Mato Grosso do Norte

O asfalto da rodovia estadual MT-325, no trecho que liga Alta Floresta ao rio Rio Teles Pires, chegou recentemente até a ponte que marca o ponto final desta etapa da obra. No entanto, pouco mais de um mês após a conclusão do trecho, motoristas já enfrentam problemas com buracos ao longo da via.

Segundo relatos de usuários, as primeiras falhas surgiram ainda no início da execução dos trabalhos e vêm se agravando, apesar de reparos já realizados. Em diversos pontos, mesmo onde houve restauração, os buracos voltaram a se abrir, formando crateras e poças d’água.

A obra é de responsabilidade da empresa EHL Eletro Hidro Ltda e teve ordem de serviço assinada em fevereiro de 2024, com investimento inicial previsto em R$ 69 milhões para pavimentação de 39 quilômetros. Com aditivos contratuais, o valor ultrapassou R$ 80 milhões ainda no mesmo ano.

A situação tem gerado preocupação entre usuários da rodovia, que questionam a qualidade do asfalto aplicado, especialmente diante do curto período entre a execução e o surgimento dos problemas. Caso o volume de chuvas permaneça elevado até o fim de março, há temor de que as condições da estrada se agravem ainda mais.

O vereador Dida Pires (Cidadania) informou que encaminhou pedidos de providências aos deputados estaduais, à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e à diretoria da empresa responsável. Segundo ele, há reclamações quanto à constante troca do engenheiro responsável pela obra, o que, na avaliação do parlamentar, dificulta a resolução definitiva dos problemas.

Dida afirmou ainda que o serviço de tapa-buracos vem sendo realizado de forma manual, mas defende que a solução adequada exige aplicação de asfalto quente para maior durabilidade. “Está muito ruim, soltando pedras em carros e motocicletas. É preciso fazer um trabalho de qualidade”, declarou.

Em resposta, o engenheiro João Vitor, representante da empresa, informou que os reparos estão sendo realizados, mas destacou que o período chuvoso limita a execução de serviços mais abrangentes na rodovia.

Fonte: Jornal Mato Grosso do Norte

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