O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou 111 procedimentos relacionados ao trabalho infantil em Mato Grosso ao longo de 2025. O número reforça o alerta no estado, que aparece com a 5ª maior taxa do país. Em âmbito nacional, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estima que 1,6 milhão de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, estejam em situação de trabalho infantil.
Embora Cuiabá lidere o ranking estadual com 42 registros, municípios do Norte de Mato Grosso também figuram entre os que mais contabilizaram ocorrências. Alta Floresta registrou 15 casos em 2025, enquanto Sinop somou 13 ocorrências. Os números colocam as duas cidades entre as cinco com maior volume de registros no estado, ao lado de Barra do Garças (27) e Rondonópolis (14).
Segundo o MPT, a atuação tem sido intensificada em polos regionais para coibir a exploração de menores, especialmente em atividades ligadas ao setor agropecuário e serviços.
Em Mato Grosso, 11 funções exercidas por menores foram identificadas como de risco ou prejudiciais ao desenvolvimento, conforme a Lista TIP — que reúne 93 atividades consideradas entre as piores formas de trabalho infantil.
Funções identificadas
| Funções exercidas por menores de idade | Quantidade de casos identificados |
| Agricultura, Pecuária e exploração florestal | 10 |
| Atividades com inflamáveis, explosivos e trabalho em altura | 5 |
| Oficinas mecânicas e ajudante de mecânico | 3 |
| Venda de bebidas alcoólicas | 2 |
| Contratação de menores como cabos eleitorais | 2 |
| Trabalho rural | 1 |
| Construção civil | 1 |
| Manutenção e limpeza com solventes e óleo diesel | 1 |
| Vaqueiro e tratorista | 1 |
| Trabalhos em silos de estocagem | 1 |
| Ajudante de marceneiro | 1 |
Em 2024, Mato Grosso registrou 45.711 crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior. Desse total, 17.576 estavam enquadrados nas piores formas previstas na Lista TIP. Com informações do G1MT





