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Cia K apresenta o espetáculo “O Trapezista” em versão audiovisual on-line

Cia K apresenta o espetáculo “O Trapezista” em versão audiovisual on-line

O Trapezista

Cia K apresenta o espetáculo “O Trapezista” em versão audiovisual on-line

A estreia on-line ocorre em 3 de fevereiro (próximo sábado). Serão 12 apresentações gratuitas

Crédito da imagem: Maurício Jordy

O espetáculo “O Trapezista”, da Cia. K, é inspirado no conto “Primeira Dor”, escrito por Franz Kafka entre 1922 e 1924 e une circo e inteligência artificial em uma versão inédita audiovisual concebida especialmente para apresentações on-line, permitindo que a arte chegue até as pessoas e ultrapasse as barreiras físicas. Serão 12 apresentações gratuitas, de 3 a 8 de fevereiro, com duas sessões por dia – no sábado e domingo a exibição ocorre às 16h e 21h e de segunda-feira a quinta-feira, às 10h e 21h, basta clicar aqui e garantir o ingresso virtual.

Este projeto foi contemplado pela 7° Edição Programa Municipal de Fomento ao Circo para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura. As apresentações on-line permitem que o público assista e se emocione com um espetáculo de qualidade artística, que reúne elenco de artistas renomados e equipe técnica, sem precisar sair de casa, podendo estar em diferentes localizações, como se fosse um filme.

Trazido para os dias de hoje em formato que propõe momentos de reflexão, números circenses clássicos, esquetes de humor, acrobacias aéreas, projeções com inteligência artificial, e ao centro: ele – o trapezista – vivido por Kiko Caldas, que comemora 30 anos de carreira e história no circo brasileiro.

Com direção e dramaturgia de Lucienne Guedes (Teatro da Vertigem, ECA-USP), “O Trapezista” traz uma reflexão profunda sobre a vida, a carreira, as incertezas, os amores e desamores, em um cenário de um picadeiro clássico que viaja pelo contemporâneo com inserções de imagens em inteligência artificial criadas por Maurício Jordy e sua equipe; trilha sonora de Marcelo Pellegrini. Além de ter Kiko Caldas no papel do trapezista, o espetáculo conta no elenco com Adriana Telg, Mateus Bonassa e Josi Stevanato artistas circenses com mais de 20 anos de carreira e equipe de 25 pessoas do meio artístico envolvidas.

Concepção do espetáculo

“O Trapezista”, da Cia. K, foi concebido durante a pandemia, em período de isolamento social. Assim como o personagem trapezista do conto de Franz Kafka, que não queria mais descer de seu trapézio para evitar a convivência com outros seres humanos, Kiko Caldas se viu isolado, sem os amigos, sem a energia do palco e numa convivência cada vez mais virtual e solitária. Assim, convidou Lucienne Guedes para construir a dramaturgia do espetáculo. Acostumada ao processo colaborativo, Lucienne dirigiu o processo de criação e, juntos, realizaram uma série de workshops sobre a obra de Kafka e depoimentos pessoais, experiências vividas, assim nasceu O Trapezista.

Trecho do conto “Primeira Dor”

“Um artista do trapézio – como se sabe, esta arte que se pratica no alto da cúpula dos grandes teatros de variedades, é uma das mais difíceis entre todas as acessíveis aos homens – tinha organizado sua vida de tal maneira que permanecia dia e noite no trapézio. Todas as suas necessidades, aliás bem íntimas, eram atendidas por funcionários que se revezavam, vigiavam embaixo e faziam subir e descer, em recipientes construídos excepcionalmente para esses fins. Os diretores o perdoavam, porque era um artista extraordinário e insubstituível”.

 

Sinopse “O Trapezista”

Assim como a personagem literária de Franz Kafka, o trapezista da peça (Kiko Caldas) é um artista com longa trajetória profissional. Se o personagem do conto mostra que as primeiras rugas começam a se desenhar na lisa testa de criança do artista trapezista, Kiko Caldas tem 54 anos e coleciona “troféus de guerra” com lesões musculares reconstituídas e muita história de voos e quedas, a sua paixão pela arte o move a continuar.

Ao tomar a iniciativa de cruzar a história ficcional do trapezista kafkiano e a história biográfica e testemunhal de Kiko Caldas, a dramaturgia cria um espetáculo que, além de belos momentos circenses realizados e criados por um artista experiente, propõe também reflexão sobre as escolhas e significados da vida – uma reflexão sobre o isolamento, os afetos e a solidão. O espetáculo traz à tona a beleza do trapézio e, ao mesmo tempo, aspectos filosóficos e existenciais que atravessam a vida do protagonista e de diversos artistas.

E como Kiko Caldas é movido pela vontade de inovar, acrescentou a tecnologia ao espetáculo e o desafio de unir a arte à inteligência artificial, sendo apresentado de forma on-line.

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