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Professora de Alta Floresta destaca método que une alfabetização rápida e acolhimento emocional

Professora de Alta Floresta destaca método que une alfabetização rápida e acolhimento emocional

Abordagem educacional

Professora de Alta Floresta destaca método que une alfabetização rápida e acolhimento emocional

Irene Duarte afirma que abordagem alemã permite identificar traumas, dificuldades familiares e necessidades individuais dos alunos, fortalecendo o aprendizado e a proteção das crianças.

A educadora Irene Duarte no podcast HNT Entrevista.

A professora Irene Duarte, de Alta Floresta, vem ganhando destaque por sua atuação com o método alemão IntraAct, uma abordagem educacional voltada à alfabetização que prioriza o acompanhamento individual de cada estudante. Segundo a educadora, a metodologia tem apresentado resultados expressivos tanto no aprendizado da leitura e escrita quanto na identificação de dificuldades emocionais que impactam o desenvolvimento das crianças.

Reconhecida como uma das embaixadoras brasileiras do método, Irene explica que a proposta parte do princípio de que cada aluno possui características, experiências e necessidades próprias. Por isso, o processo de ensino é conduzido de forma personalizada, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada criança.

Em entrevista ao podcast HNT Entrevista, a educadora destacou que o acompanhamento mais próximo permite aos professores observar comportamentos e sinais que muitas vezes passam despercebidos em modelos tradicionais de ensino. Em alguns casos, esse olhar mais atento contribuiu para identificar situações de sofrimento emocional, conflitos familiares e até indícios de violência enfrentados por estudantes.

Para Irene, a principal contribuição do método vai além da alfabetização acelerada. Ela defende que a educação deve enxergar a criança de forma integral, considerando não apenas seu desempenho escolar, mas também aspectos emocionais e sociais que influenciam diretamente o aprendizado.

A metodologia IntraAct foi desenvolvida na Alemanha e tem sido aplicada especialmente com crianças neurodivergentes. Entre os diferenciais apontados pelos defensores da abordagem está a possibilidade de reduzir significativamente o tempo necessário para a alfabetização, ao mesmo tempo em que fortalece a relação entre educador e aluno.

Segundo a professora, quando a escola consegue compreender melhor a realidade vivida por cada criança, torna-se possível construir uma rede de apoio mais eficiente, promovendo não apenas avanços pedagógicos, mas também acolhimento, proteção e desenvolvimento humano.

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