O preço de venda do gás natural da Petrobras para as distribuidoras foi reajustado em 19,2% na sexta-feira (1º). O aumento atinge o produto encanado para residências e comércio e o gás natural veicular (GNV) vendido em postos de combustíveis.
Mas não inclui o GLP, o gás de cozinha em botijão, que conta com regras distintas de reajuste. No entanto, esse tipo de gás também já subiu mais de 4% desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro.
A alta contribui para pressionar a inflação, que já está sentindo os efeitos da disparada nos preços do petróleo e dos combustíveis por causa do conflito entre Irã e os Estados Unidos.
As atualizações trimestrais são previstas em contrato e levam em consideração as oscilações do preço do petróleo global, da taxa de câmbio e, desde o início do ano, também da variação do sistema de gasoduto Henry Hub.
No entanto, o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo valor da chamada molécula de gás vendida pela Petrobras.
No preço final estão incluídos também os custos do transporte, margens das distribuidoras e, no caso do GNV, dos postos de revenda, além de tributos federais e estaduais.
“O uso da média trimestral de variação dos índices que tem o objetivo de mitigar a volatilidade de curto prazo das variáveis de indexação”, destaca a companhia em nota.
Botijão
Governo federal lançou medida para garantir que o gás de cozinha, o GLP (gás liquefeito de petróleo) importado, seja vendido no Brasil pelo mesmo preço do produto nacional, evitando repasses mais elevados ao consumidor final.
Uma medida provisória abriu crédito extraordinário de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha, em meio à alta dos preços provocada pelo cenário internacional.
A medida faz parte de um pacote anunciado no início de abril para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis. O conflito elevou o preço do petróleo no mercado internacional, o que pressiona diretamente o custo do gás e do transporte.





