A partir de 1º de janeiro de 2026, entram em vigor no Brasil os novos valores do ICMS sobre combustíveis, após atualização aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O reajuste atinge gasolina, diesel, biodiesel e gás de cozinha (GLP) e deve gerar impacto direto no preço final ao consumidor, além de reflexos em toda a economia.
Com a mudança, a gasolina terá alta de R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57, um aumento de 6,8% no imposto. Já o diesel e o biodiesel terão reajuste de R$ 0,05 por litro, subindo de R$ 1,12 para R$ 1,17, o que representa 4,4% de aumento. No caso do GLP (gás de cozinha), a alíquota sobe de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, o que equivale a R$ 1,05 a mais por botijão de 13 kg.
Desde 2022, o ICMS sobre combustíveis deixou de ser um percentual sobre o preço e passou a ser cobrado como valor fixo por litro ou quilo, modelo conhecido como alíquota ad rem. Segundo especialistas, o formato trouxe mais previsibilidade ao imposto, mas o valor acumulado dos reajustes tem aumentado o peso da carga tributária.
De acordo com analistas do setor, este será o segundo ano consecutivo de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro deste ano, o imposto já havia sido reajustado. A expectativa é que a elevação seja repassada ao consumidor final, principalmente nos postos de combustíveis.
Além do impacto direto nas bombas, o reajuste tende a afetar o custo do transporte rodoviário, setor essencial para o escoamento da produção no Brasil. Com isso, o aumento pode gerar reflexos em fretes, alimentos, bens industriais e serviços, pressionando a inflação.
Estimativas apontam que, caso o repasse seja integral, os preços ao consumidor podem subir, em média, R$ 0,10 por litro na gasolina, R$ 0,05 no diesel e R$ 0,08 por quilo no GLP, considerando apenas o efeito tributário.
Entidades do setor de combustíveis criticam o reajuste e afirmam que a alta ocorre acima da inflação, penalizando consumidores e empresários. Já os estados, por outro lado, tendem a ampliar a arrecadação, já que o imposto incide diretamente sobre o volume comercializado, independentemente do preço final. Com informações do Diário do Comércio





