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Governo deve elevar mistura de etanol na gasolina para 32% e aposta em queda nos preços dos combustíveis

Governo deve elevar mistura de etanol na gasolina para 32% e aposta em queda nos preços dos combustíveis

Mistura de etanol na gasolina

Governo deve elevar mistura de etanol na gasolina para 32% e aposta em queda nos preços dos combustíveis

Proposta analisada pelo governo federal busca reduzir importações de gasolina, conter preços nas bombas e ampliar a participação de Mato Grosso no abastecimento nacional de etanol.

© Arquivo/Agência Brasil

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve analisar nesta quarta-feira (24) a proposta que aumenta de 30% para 32% a participação do etanol anidro na gasolina comercializada no país. A medida integra a estratégia do governo federal para ampliar o uso de combustíveis renováveis, reduzir a dependência de importações e conter os custos para os consumidores.

A expectativa é que a ampliação da mistura contribua para diminuir a necessidade de compra de gasolina no mercado internacional, fortalecendo a produção nacional de biocombustíveis. Estudos apresentados ao governo apontam que a mudança poderá reduzir significativamente o volume de combustível importado pelo Brasil.

Além do impacto econômico, a proposta é vista como um incentivo à transição energética, já que o etanol possui menor emissão de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis.

A iniciativa está alinhada às diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, que busca ampliar a participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira. O percentual de etanol na gasolina já havia sido elevado para 30% em 2025, e agora poderá avançar para um novo patamar.

Mato Grosso pode ser um dos principais beneficiados

Caso a medida seja confirmada, Mato Grosso tende a ocupar posição estratégica no abastecimento nacional. O estado lidera a produção brasileira de etanol à base de milho e concentra a maior parte da capacidade instalada do setor.

Nos últimos anos, a produção mato-grossense registrou crescimento acelerado impulsionado pela expansão das usinas e pelo aumento da oferta de milho. Além da produção de combustível, a atividade gera coprodutos utilizados na alimentação animal, fortalecendo a cadeia da pecuária e agregando valor à produção agrícola regional.

Representantes do setor avaliam que o aumento da demanda por etanol poderá estimular novos investimentos, ampliar a geração de empregos e consolidar ainda mais Mato Grosso como referência nacional na produção de biocombustíveis.

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