Um grupo familiar que atua na pecuária de corte nos municípios de Alta Floresta e Apiacás teve o processamento do pedido de recuperação judicial autorizado pela Justiça após declarar um passivo de aproximadamente R$ 18,6 milhões.
De acordo com os autos, a medida foi solicitada como forma de reorganizar as finanças e preservar a continuidade das atividades agropecuárias desenvolvidas na região Norte de Mato Grosso.
Na ação, os representantes do grupo apontam que a crise financeira foi agravada por uma combinação de fatores econômicos e climáticos. Entre eles estão a queda nos preços da arroba do boi, o aumento dos custos de produção, o elevado comprometimento com financiamentos bancários e os impactos da forte estiagem registrada em Mato Grosso durante 2023.
Segundo a documentação apresentada à Justiça, a seca comprometeu significativamente a qualidade das pastagens utilizadas para a alimentação do rebanho, elevando os gastos operacionais da atividade.
Com o processamento da recuperação judicial, a empresa passa a contar com proteção legal temporária contra ações de cobrança e execuções movidas por credores. Durante esse período, será elaborado um plano de recuperação contendo as propostas para pagamento das dívidas, que posteriormente deverá ser submetido à análise e votação dos credores.
Entre os principais débitos informados no processo, o maior valor é devido ao Banco do Brasil, com mais de R$ 7,5 milhões. Também constam na relação outros credores com valores superiores a R$ 500 mil, além de fornecedores e prestadores de serviços com créditos menores.
A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira para permitir que empresas em dificuldades financeiras reorganizem seus compromissos, mantenham as operações e busquem evitar a falência.
Os próximos passos incluem a apresentação formal do plano de recuperação e a abertura de prazo para manifestações dos credores sobre os valores e condições propostas pela empresa.





