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Escassez de mão de obra desafia empresas e aumenta disputa por profissionais em Mato Grosso

Escassez de mão de obra desafia empresas e aumenta disputa por profissionais em Mato Grosso

Dados IBGE

Escassez de mão de obra desafia empresas e aumenta disputa por profissionais em Mato Grosso

Estado registra uma das menores taxas de subutilização da força de trabalho do país, cenário que dificulta contratações e exige novas estratégias para atrair e reter talentos

João Reis | Setasc/MT

A escassez de mão de obra tem se consolidado como um dos principais desafios enfrentados pelas empresas em Mato Grosso. Com uma das menores taxas de subutilização da força de trabalho do Brasil, o Estado vive um mercado aquecido, onde a oferta de profissionais disponíveis é cada vez mais limitada.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que Mato Grosso possui a segunda menor taxa de subutilização da força de trabalho do país. O indicador considera pessoas desempregadas, subocupadas ou que estão disponíveis para trabalhar. Quanto menor o índice, maior é o nível de ocupação da população economicamente ativa.

Na prática, o cenário significa que as empresas enfrentam maior dificuldade para preencher vagas, especialmente aquelas que exigem qualificação técnica ou experiência profissional. A disputa por trabalhadores também se intensifica entre os diferentes setores da economia.

Além da dificuldade para contratar, as organizações precisam investir cada vez mais na retenção de profissionais. Benefícios, oportunidades de crescimento, capacitação e qualidade do ambiente de trabalho passaram a ser fatores decisivos para manter equipes e reduzir a rotatividade.

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de Mato Grosso (ABRH-MT), Nádia Macanham, o mercado exige uma mudança na forma como as empresas administram suas equipes.

“Hoje não basta apenas contratar. É necessário criar condições para que os profissionais desejem permanecer na empresa, desenvolver suas carreiras e crescer junto com a organização”, afirma.

O tema será um dos principais assuntos debatidos durante o Congresso Mato-grossense de Recursos Humanos (COMARH 2026), que reunirá especialistas e profissionais da área para discutir os desafios da gestão de pessoas diante da crescente escassez de mão de obra e das transformações no mercado de trabalho.

Para especialistas, a tendência é que a disputa por trabalhadores qualificados continue aumentando nos próximos anos, tornando a valorização dos colaboradores e o investimento em capacitação fatores estratégicos para a competitividade das empresas em Mato Grosso.

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