Pesquisar

Correios acumulam prejuízo de R$ 6 bilhões em 2025, aponta Exame

Correios acumulam prejuízo de R$ 6 bilhões em 2025, aponta Exame

Prejuízos nos Correios

Correios acumulam prejuízo de R$ 6 bilhões em 2025, aponta Exame

Relatório financeiro mostra queda na receita, explosão nas despesas administrativas e 13 trimestres seguidos de resultados negativos, enquanto estatal aposta em empréstimo de R$ 20 bilhões para se reestruturar.

© Joédson Alves/Agência Brasil

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos acumula R$ 6 bilhões de prejuízo em 2025, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (28) e publicado pelo site Exame, com base no relatório financeiro do terceiro trimestre.

De acordo com o documento, que reúne dados até 30 de setembro, a estatal registrou R$ 12,3 bilhões em receita, queda de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando somou R$ 14,1 bilhões. Apesar da retração, os custos operacionais tiveram leve redução: passaram de R$ 11,8 bilhões em 2024 para R$ 11,7 bilhões neste ano.

O ponto de maior pressão nas contas veio das despesas gerais e administrativas, que dispararam de R$ 3,1 bilhões em 2024 para R$ 4,8 bilhões em 2025, alta de 53,5%. Segundo a Exame, o crescimento é impulsionado principalmente pelo pagamento de precatórios, que atingiram R$ 2,1 bilhões neste ano — mais de quatro vezes o valor registrado em 2024. Somente no terceiro trimestre, foram R$ 524 milhões quitados.

13 trimestres seguidos de prejuízo

O relatório marca o 13º trimestre consecutivo de prejuízo dos Correios, que enfrentam dificuldades desde o fim de 2022. Apenas no primeiro semestre de 2025, o rombo havia alcançado R$ 4,36 bilhões.

Com a piora do cenário, a empresa anunciou em outubro que pretende buscar R$ 20 bilhões em empréstimos para recompor o caixa. A nova gestão, que assumiu em setembro, apresentou um plano de reestruturação e espera concluir a captação de recursos até o fim de novembro.

O plano de reestruturação

Segundo a Exame, o plano tem como objetivo garantir liquidez ao longo de 2026 e será desenvolvido em três fases: recuperação financeira, consolidação e crescimento.

Entre as medidas previstas para os próximos 12 meses estão:

  • Programa de Demissão Voluntária e ajustes no plano de saúde;

  • Pagamento integral a fornecedores;

  • Modernização do modelo operacional e da infraestrutura tecnológica;

  • Monetização de ativos e venda de imóveis, com potencial de arrecadar R$ 1,5 bilhão;

  • Redução de até mil pontos deficitários na rede de atendimento;

  • Expansão dos serviços voltados ao e-commerce e ampliação de parcerias estratégicas.

A estatal também avalia fusões, aquisições e reorganizações societárias para recuperar competitividade.

Com a reestruturação, a expectativa é que o déficit seja reduzido em 2026 e que a empresa volte a registrar lucro em 2027.

Informações: Exame

 

 

 

Receba as notícias do Nativa News no seu WhatsApp.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Imprimir

Comentários