Pesquisar

Conselho do FGTS decide sobre limite para financiamento de imóveis

Conselho do FGTS decide sobre limite para financiamento de imóveis

Conselho do FGTS decide sobre limite para financiamento de imóveis

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) decide nesta sexta-feira (16) sobre proposta que amplia o valor do teto para contratação com recursos do fundo e a manutenção por mais 6 meses das taxas de juros reduzidas para o grupo 3 do Casa Verde Amarela e pró-cotista.

Segundo a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), as medidas são fundamentais para evitar a descontinuidade nas contratações, na geração de empregos e no cumprimento do orçamento de contratação para 2023. 

A proposta prorroga a medida que reduziu temporariamente, até 31 de dezembro de 2022, as taxas de juros ofertadas para famílias com renda bruta mensal entre R$ 4,4 mil a R$ 8 mil, do chamado grupo 3 nos programas de habitação popular.

Para pró-cotistas, a medida diminui em um ponto percentual a taxa para imóveis com valor até R$ 350 mil, que passou de 8,66% para 7,66% ao ano, e em meio ponto percentual para imóveis com valor superior a R$ 350 mil, de 8,66% para 8,16% ao ano.

A proposta prevê também o reposicionamento do limite máximo dos imóveis, considerando a evolução dos preços de material, serviços e mão de obra do setor da construção nos últimos 15 meses, corrigindo parcialmente o déficit entre os valores limite e custos da produção.

“Vamos defender um percentual de aumento do valor que efetivamente cubra a defasagem de preço já instalada”, afirmou a consultora técnica da CBIC, Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves.

Para a CBIC, as alterações vão permitir a continuidade do acesso das famílias ao financiamento, a manutenção do ritmo de crescimento do setor, verificado nos últimos meses. “Além de garantir à equipe do governo que toma posse em 1º de janeiro tempo hábil para promover estudos, avaliações e eventuais aprimoramentos nos programas”, afirma a entidade.

“Dessa forma evitaremos a descontinuidade das contratações e da geração de novos empregos. É importante iniciar o ano, pelo menos, com uma previsão de contratações regulares”, afirmou o vice-presidente da CBIC e conselheiro do FGTS, Elson Póvoa.

Negociação

Na última terça-feira (13), o Conselho Curador aprovou o uso do saldo do FGTS para pagamento de até seis prestações do financiamento habitacional em atraso a partir de janeiro de 2023.

A nova determinação vai substituir a norma que permitiu até 12 parcelas em atraso, de maio até 31 de dezembro deste ano. Depois desse período, iria voltar a condição anterior, em que o saldo poderia ser utilizado para quitar prestações quando há até três parcelas em atraso.

Receba as notícias do Nativa News no seu WhatsApp.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Imprimir

Comentários