A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Alta Floresta realizou uma coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (17) para comentar a implantação do novo sistema de inteligência artificial adquirido pela Prefeitura para reforçar o controle tributário no município. O recurso tecnológico, contratado pelo valor aproximado de R$ 480 mil por ano, já está em funcionamento e faz o cruzamento automático de informações financeiras e fiscais de empresas enquadradas no Simples Nacional, analisando dados como transações via cartão, PIX e emissão de notas fiscais.
Durante a coletiva, o presidente da CDL, Alex Fabiano Cavalheiro, afirmou que o setor empresarial recebeu as primeiras informações sobre o sistema pelas redes sociais oficiais do município e que a entidade esperava participar de uma reunião prévia antes da ativação da ferramenta. Ele demonstrou preocupação com a possibilidade de notificações retroativas e com o impacto financeiro que eventuais ajustes fiscais podem causar às empresas, especialmente em um momento em que o comércio enfrenta altos índices de inadimplência e queda nas vendas.
Segundo Alex, o objetivo não é criticar o uso da tecnologia, mas ampliar o diálogo com a gestão municipal para garantir previsibilidade e segurança aos contribuintes. Para discutir o assunto de forma mais aprofundada, a CDL solicitou reunião com o Executivo e o Legislativo, que foi agendada para o dia 24 de novembro, às 18h30, no auditório da entidade.
De acordo com as informações, o município está iniciando um estudo para modernizar os processos de arrecadação e que o uso da inteligência artificial tem caráter educativo, voltado à orientação dos contribuintes. De acordo com o secretário de Fazenda, Carlos do Nascimento, a intenção é permitir que as empresas corrijam eventuais inconsistências de forma voluntária, sem aplicação de multas.
A gestão explicou ainda que a ferramenta automatiza análises antes feitas manualmente, proporcionando mais precisão e maior proximidade entre o fisco e as empresas. A reunião marcada deverá esclarecer o funcionamento do sistema, os critérios de cruzamento de dados e o impacto esperado para o setor empresarial de Alta Floresta.





