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CGU no Mato Grosso monitora construção do novo Hospital Universitário Júlio Müller

CGU no Mato Grosso monitora construção do novo Hospital Universitário Júlio Müller

CGU no Mato Grosso monitora construção do novo Hospital Universitário Júlio Müller

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) irá monitorar a adoção de providências pelo Governo do Estado de Mato Grosso para dar prosseguimento à construção do novo Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM). O trabalho será realizado em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Contas (MPC). O valor inicial da obra, paralisada há mais de três anos, era de R$ 120 milhões, sendo que R$ 72,1 milhões (em valores corrigidos pela inflação) já foram transferidos pelo Governo Federal.

A decisão foi tomada em reunião, realizada nessa quarta-feira (21), entre os órgãos de controle e gestores envolvidos na construção do Hospital. A previsão é de que, no início de março, uma comissão – formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Secretaria de Estado das Cidades (Secid) e Controladoria-Geral do Estado (CGE) – apresente soluções para correção de serviços, falhas contratuais e a devida retomada das obras.

Projeto deficiente, pagamentos irregulares e obra abandonada

A pedido do MPF, a Unidade Regional da CGU em Mato Grosso realizou, nos meses de junho e julho de 2017, fiscalizações para analisar indícios de irregularidades no procedimento licitatório, firmado entre a UFMT e a empresa Monte Verde Empreendimentos Ltda., para a elaboração do projeto executivo do Hospital Universitário Júlio Muller, cuja contratação se deu mediante o Pregão Eletrônico nº 138/2010; e avaliar a execução do Convênio nº 048/2011, firmado entre a UFMT e a Secid, para construção da unidade hospitalar.

Acesse os relatórios na íntegra:

Os auditores verificaram que a Ata de Registro de Preços nº 236/2011 já havia sido analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou a modalidade de licitação indevida e classificou o projeto como deficiente. Atualmente, diante das especificidades da obra, ainda faltam elementos técnicos para definir, com clareza, caracterização do objeto a ser construído, o que demostra falhas na contratação original da UFMT. Além disso, pagamentos feitos pela Universidade para a empresa Monte Verde estão em desacordo com o cronograma previsto no edital do Pregão Eletrônico nº 138/2010.

Já o Convênio nº 048/2011, que expira em setembro de 2019, sofreu sucessivas prorrogações e é alto o risco de não conclusão da obra, com perda dos investimentos já realizados, uma vez que o percentual de execução é de apenas 9% e o Governo do Estado ainda não realizou nova licitação do remanescente da obra. “A principal prejudicada será a população, já tão carente na área da Saúde”, ressalta a superintendente da CGU em Mato Grosso, Karina Jacob Moraes.

A fiscalização constatou, também, que embora a UFMT tenha liberado integralmente os valores a ela vinculados, o Governo do Estado não aportou a sua parte dos recursos pactuados (R$ 60 milhões a título de contrapartida). “Esse depósito é a sinalização de comprometimento. Assim, a Universidade terá segurança de dar seguimento a futuras obrigações”, observa Karina.

Durante a visita in loco, a CGU verificou que a obra se encontra praticamente abandonada, com presença de mato, entulhos de construção e alagamento da área de subsolo.

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