O reforço financeiro do Tesouro Nacional aos Correios deverá ficar abaixo dos R$ 6 bilhões inicialmente estimados pela estatal. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (8), enquanto ainda são analisadas alternativas para reequilibrar o caixa da empresa pública.
Entre as possibilidades em discussão está a combinação de um aporte direto com a liberação de um empréstimo, que poderá ocorrer ainda este ano. No entanto, não há definição final sobre os valores ou o formato da operação.
Há indicação de viabilidade fiscal para aporte em 2025, mas qualquer medida ficará condicionada à apresentação e execução de um plano de reestruturação da empresa. O entendimento é de que os Correios precisam passar por ajustes administrativos e operacionais para garantir sustentabilidade financeira.
Inicialmente, a estatal avaliava a necessidade de um aporte de cerca de R$ 6 bilhões, montante equivalente ao prejuízo acumulado entre janeiro e setembro. Esse valor, no entanto, tende a ser revisto para baixo. As opções em estudo incluem crédito extraordinário ou autorização por meio de Projeto de Lei do Congresso Nacional, ainda em fase de avaliação técnica.
Além do aporte direto, também está em negociação um empréstimo com garantia do governo. A proposta atual prevê um valor menor que os R$ 20 bilhões solicitados inicialmente, ficando estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões. O objetivo é reduzir os custos financeiros da operação e viabilizar juros mais baixos junto às instituições bancárias.
As negociações seguem em andamento, e novas definições dependem da conclusão das tratativas técnicas, financeiras e do avanço do plano de reestruturação da estatal.





