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Colíder, Paranaíta e Nova Bandeirantes estão entre cidades com maior risco fiscal em MT

Colíder, Paranaíta e Nova Bandeirantes estão entre cidades com maior risco fiscal em MT

Risco de desequilíbrio fiscal

Colíder, Paranaíta e Nova Bandeirantes estão entre cidades com maior risco fiscal em MT

Levantamento do TCE aponta baixa capacidade de investimento e alerta para desigualdades

Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) iniciou a estruturação do Plano Estratégico Mato Grosso 2050, com foco no desenvolvimento socioeconômico e na redução das desigualdades entre os municípios. O levantamento inicial revela um cenário preocupante em diversas regiões do estado, incluindo cidades do norte como Colíder, Paranaíta, Nova Bandeirantes e Peixoto de Azevedo, que aparecem entre os municípios com maior risco fiscal.

De acordo com o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, o objetivo é criar um planejamento de longo prazo capaz de orientar políticas públicas e garantir maior equilíbrio no desenvolvimento estadual. “Estamos construindo um plano de Estado, que possa nortear as próximas gestões e enfrentar as desigualdades existentes”, afirmou.

O estudo considera a Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que avalia a saúde fiscal das prefeituras. Em 2025, cerca de 30% dos municípios analisados foram classificados na faixa “C”, considerada a mais crítica, indicando baixa capacidade de investimento e maior risco de desequilíbrio financeiro.

Entre os municípios nessa condição estão Colíder, Paranaíta, Nova Bandeirantes e Peixoto de Azevedo, além de outras cidades do estado que enfrentam dificuldades para manter investimentos e serviços públicos.

Outro dado que chama atenção é a aplicação dos recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Apesar de arrecadar bilhões, apenas 2,8% do total foi destinado a áreas essenciais como habitação, saneamento e mobilidade urbana.

O plano também pretende corrigir distorções na utilização desses recursos e ampliar a capacidade fiscal dos municípios, permitindo mais investimentos em áreas prioritárias.

O trabalho será desenvolvido em três etapas, incluindo a definição de metas gerais, detalhamento das ações e execução de projetos estratégicos. A proposta conta com apoio de conselheiros do Tribunal e prevê integração com outros órgãos de controle.

A iniciativa busca estabelecer diretrizes de longo prazo para tornar o estado mais equilibrado e reduzir desigualdades regionais, garantindo melhores condições de desenvolvimento para municípios do interior de Mato Grosso.

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