Em apenas uma semana, o número de casos suspeitos da influenza subiu 82%, em Mato Grosso. De acordo com dados divulgados ontem (27), pela Secretaria de Estado de Saúde, as notificações subiram de 56 para 102, mais que o dobro em relação ao último boletim. Das 102 notificações, 15 são óbitos, o que corresponde a 14,70% do total de casos suspeitos. Na última semana, teve início a campanha de vacinação contra a doença. Porém, as doses chegaram a faltar em alguns postos de saúde do Estado. Um novo lote estava previsto para chegar ainda ontem.
Do total de mortes, uma foi confirmada como gripe influenza “A” não subtipado (6,66%), uma por influenza “A” por H1N1 (6,66%), uma por influenza “B” (6,66%), seis por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) não especificado (40%) e outros seis óbitos (46,66%) estão sob investigação. Os casos suspeitos são investigados pelo Lacen. Os resultados devem ser divulgados em até 28 dias. Coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria estadual de Saúde, Alessandra Moraes, reforça a importância da vacinação, prioritariamente, para as pessoas com 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de 06 meses a menores de 05 anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os profissionais de saúde, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais e a população privada de liberdade, além dos funcionários do sistema prisional.
A Saúde informou ainda a chegada de mais 76 mil doses de vacina, além de um novo lote com 42 mil doses que estava previsto para chegar ainda ontem. Com essas novas remessas por parte do Ministério da Saúde sobe para 52% o quantitativo de vacina recebida, que representa 439 mil doses, sendo que o Estado precisa de um total de 850 mil doses.
“A distribuição das novas doses já está sendo feita pela Vigilância Epidemiológica principalmente para os municípios que receberam de forma parcial. Os municípios que compõem as Regionais de Saúde de Porto Alegre do Norte e de São Félix do Araguaia e os municípios da Baixada Cuiabana receberam 100% das doses”, informou Alessandra Moraes, coordenadora de Vigilância Epidemiológica do Estado, por meio da assessoria de imprensa.
A campanha segue até o dia 1º de junho, com o dia “D” em 12 de maio. O Ministério da Saúde (MS) informou que não será prorrogada. “A vacina contra gripe é segura e salva vidas. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza”, destacou.
Segundo as autoridades públicas, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno, que começa em junho, isso por que a vacina contra gripe não está na rotina do Calendário Nacional de Saúde, trata-se de uma vacina de campanha, ou seja, ocorre somente em um período específico, de maior circulação do vírus, que vai do final de maio até agosto. A vacina leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação.
A influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente nos meses do outono e do inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no sul e sudeste do país. No Estado do Mato Grosso ocorre à circulação de vírus da Influenza Sazonal A H3 e B, conforme a Vigilância Epidemiológica estadual. A pessoa infectada pode transmitir o vírus no período compreendido entre dois dias antes do início dos sintomas até cinco dias após os mesmos.
A transmissão mais comum é a direta (pessoa a pessoa), por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado ao falar, tossir e espirrar. Pode-se transmitir a doença pelo modo indireto, por meio do contato com as secreções do doente.
Daí a importância de medidas preventivas como lavar as mãos com frequência, lavar os brinquedos das crianças com mesmo quando não estiverem visivelmente sujos, restringir contato de familiares portadores de doenças crônicas e gestantes com o doente, utilização de máscara pelo doente e evitar aglomerações de pessoas e ambientes fechados, em especial na época de epidemia.





