A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de todos os lotes do milho para pipoca da marca Provatti em todo o país. A decisão também suspende a comercialização, distribuição, propaganda e uso do produto. A medida foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União.
Segundo a agência reguladora, a ação foi motivada por irregularidades nas informações da embalagem do alimento. Durante a análise, foi constatado que o rótulo apresentava mensagens consideradas contraditórias sobre a presença de glúten.
O que levou a Anvisa a recolher o produto?
De acordo com a Anvisa, a embalagem informava que o milho para pipoca “não contém glúten”. No entanto, o mesmo rótulo trazia uma advertência sobre a possível presença de trigo no produto, seja por contaminação cruzada na fabricação ou pelo uso intencional do ingrediente.
Para a agência, esse tipo de informação pode gerar confusão entre os consumidores, principalmente aqueles que possuem doença celíaca ou outras condições de saúde que exigem a exclusão total do glúten da alimentação. A Anvisa esclareceu que um produto não pode apresentar simultaneamente a declaração “não contém glúten” e alertas indicando a presença ou possível presença de trigo, uma vez que as duas informações são incompatíveis do ponto de vista regulatório.
O que os consumidores devem fazer?
A recomendação é que consumidores que tenham adquirido o milho para pipoca da marca Provatti acompanhem os comunicados divulgados pela fabricante e canais oficiais da empresa para obter orientações sobre o procedimento de recolhimento.
A determinação da Anvisa abrange todos os lotes do produto distribuídos pela empresa Kaza Distribuidora, R&A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos Ltda., responsável pela comercialização da marca.
Entenda os riscos para pessoas com doença celíaca
A rotulagem correta dos alimentos é considerada fundamental para a segurança alimentar de pessoas com doença celíaca, condição autoimune que provoca reações adversas ao consumo de glúten. Por isso, informações divergentes ou incorretas nas embalagens podem representar riscos à saúde e induzir o consumidor a escolhas inadequadas.
Com a decisão, o produto permanece proibido para venda e distribuição até que a situação seja regularizada junto aos órgãos competentes.





