A dona de casa Gesiane Buriola da Silva, 32 anos, que teve as mãos decepadas pelo marido há três anos, contou a reportagem que a pandemia da Covid-19, o coronavírus, fragilizou sua situação financeira. Fora do mercado de trabalho desde o incidente, ela divide a pensão por invalidez que recebe do governo entre os gastos para se manter escondida longe da cidade onde morava e encaminha um montante do dinheiro para os filhos menores de idade mensalmente. Sem dinheiro para pagar o aluguel, a mãe de família pede ajuda para custear parte dos gastos essenciais.
Conforme noticiado anteriormente pela reportagem, Geisiane havia pleiteado uma vaquinha para aquisição de duas próteses que substituíssem as mãos, a fim de que os instrumentos a possibilitassem realizar atividades simples como pentear o cabelo e fazer as tarefas do lar. Hoje, poucos meses após ter conquistado os equipamentos, ela aponta que ainda tem dificuldades motoras e não consegue trabalhar fora de casa.
A dona de casa explica que o dinheiro da pensão sempre deu apenas para o básico, exigindo muitas vezes diversos sacrifícios. Contudo, com a pandemia, a situação se tornou ainda mais crítica, uma vez que Gesiane passou a mandar mais dinheiro para os filhos, que agora ficam o dia todo em casa com sua mãe em Campo Novo do Parecis – cidade onde ocorreu o crime e local para o qual ela teme retornar.
“Eu não vivo mais em Campo Novo. Hoje, somente minha mãe e meus filhos moram lá. Tanto é que mês que vem eu tenho que ir fazer a prova de vida, para não cortarem minha pensão, mas com esse negócio do coronavírus e sem dinheiro nem para pagar o aluguel não sei como vou. Por hora, eu quero conseguir terminar esse mês bem”, disse Gesiane.
Arcando com despesas como aluguel, alimentação, energia elétrica e ainda se desdobrando para não deixar a mãe desamparada na criação dos filhos, Gesiane lamenta não conseguir trabalhar para prover com as contas. Nesta situação, ela pede para que as pessoas que possam e queiram ajudá-la encaminhem qualquer valor para sua conta.
Aos que se solidarizarem com a situação de Gesiane, o dinheiro pode ser depositado na conta 027141-9, agência 3439, da Caixa Econômica Federal. O CPF para operação é o 051.855.559.39. A dona de casa disponibilizou seu telefone pessoal para contato em caso de dúvidas, o número é o (65) 9.8161-3353.







