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Rio Paraguai atinge segunda maior cheia da última década, apontam dados da Marinha do Brasil

Rio Paraguai atinge segunda maior cheia da última década, apontam dados da Marinha do Brasil

Rio Paraguai atinge segunda maior cheia da última década, apontam dados da Marinha do Brasil

O volume de água do Rio Paraguai, em Cáceres (220 km de Cuiabá), chegou em estado de alerta nesta terça-feira (28), com 5,45 metros. Conforme os dados da Marinha do Brasil, essa é a segunda maior cheia da última década. O último registro aconteceu em 2014.
 
Nascido e criado no Pantanal, João Arruda é pesquisador e realiza estudos sobre o Rio Paraguai e a cheia do Pantanal. Segundo ele, a previsão é de que o rio continue enchendo, mas isso não apresentaria risco à população. “Só representaria risco se essa chuva caísse em dezembro e janeiro. Se esse nível se elevasse acima da cota de alerta nos meses de verão”, explicou ao Olhar Direto.
“Em abril começa a vazante, a tendência é que suba agora porque as comportas das usinas estão abertas. Elas estão cheias e soltam essa água para não romper a barragem e acontece essa elevação mesmo sem chuva em Cáceres. O que acarretaria um problema para a cidade de Cáceres é se estivesse chovendo bastante e o nível estivesse elevado, porque a água da baia represaria os canais, córregos que dão as drenagens aos bairros mais baixos da cidade”, acrescentou.
 
                                                                                                                                           Foto por: Ronnie Von Barros
Para as embarcações as cheias não causam problema. De acordo com o ambientalista, quanto mais cheio melhor para navegação. “O que se recomenda é cautela porque no período de cheia as plantas aquáticas se soltam e pode uma embarcação bater em um camalote e causar um acidente, uma madeira que roda, uma árvore que cai. Se recomenda toda cautela com a embarcação, principalmente à noite e na madrugada”.
 
Por causa da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) instalada no Rio Jauru, o pesquisador alerta para os riscos as comunidades banhadas pelos rios Jauru, em Indiavaí, Porto Esperidião e distrito do Limão. Neste local, os ribeirinhos já foram orientados a deixarem suas casas e procurar as residências de parentes ou alojamento na Escola Municipal Santa Catarina.

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