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Mais de duzentos caminhoneiros realizam manifestação contra fretes baixos

Mais de duzentos caminhoneiros realizam manifestação contra fretes baixos

Mais de duzentos caminhoneiros realizam manifestação contra fretes baixos

Mais de duzentos caminhões pararam na manhã desta segunda-feira (02) para protestar contra os valores baixos que são pagos pelo frete. A paralisação ocorreu na cidade de Lucas do Rio Verde (331 quilômetros de Cuiabá).

O motivo das manifestações é a injustiça na taxa de frete paga pelas transportadoras, que não é compatível com a grande dificuldade encontrada pelos motoristas para exercer a profissão, que exige tempo, distanciamento de casa e dos familiares, gastos com combustíveis além dos diversos riscos que a profissão oferece.

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“Tá complicado porque o nosso ponto de embarque é só aqui em Lucas do Rio Verde, eles tinham que colaborar mais com a gente, pelo menos com um preço fixo assim o ano todo para a gente poder trabalhar bem”, disse um dos manifestantes.

De acordo com os trabalhadores, o frete, que durante a safra custa em torno de R$13,00, sofre uma grande baixa, chegando ao valor de R$7,50 a tonelada, como acontece no momento. “Tem que aumentar senão, não tem como trabalhar”, desabafa um outro motorista que estava presente na manifestação.

“Nós acordamos as 5h00 da manhã e às vezes estamos há mil metros de casa e não conseguimos nem ir almoçar pois temos que esperar na fila para carregar. As empresas estão brincando com esse pessoal”, aponta um dos manifestantes, denunciando as péssimas condições que os caminhoneiros enfrentam em sua realidade profissional.

Relembre a última greve dos caminhoneiros
Com a reinvindicação da redução no valor do Diesel, a greve dos caminhoneiros durou cerca dez dias e causou escassez de combustíveis, elevou o preço dos alimentos e fez várias pessoas irem às ruas pedindo, entre outras coisas, intervenção militar. No nono dia de manifestação, o Exército Brasileiro e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) precisaram usar a força para desobstruir a entrada de Cuiabá, na BR-364. Balas de borracha e bombas de efeito moral foram usadas para dispersar caminhoneiros que estavam trancando a passagem de veículos.

No décimo dia da greve, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Vieira de Amorim, pediu que os caminhoneiros autônomos finalizassem a greve. “O Sindmat vem solicitar a categoria de transportadores autônomos de cargas que encerre o protesto que se iniciou na data de 21 de maio de 2018. Entendemos que o Governo Federal cedeu aos pedidos efetuados pela CNTA, e não vemos mais motivos para a continuidade deste protesto”, diz trecho da nota.
 

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