Na última quinta-feira (27), foi realizado o julgamento de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, pela morte de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde, ocorrido em agosto de 2022. A ré foi condenada a uma pena de 99 anos e 11 meses de prisão, além de 100 dias-multa, após ser responsabilizada pela tortura e execução de Alan Rodrigues Pereira, 36 anos; Caio Paulo da Silva, 31 anos; Jefferson Vale Paulino, 27 anos; e João Vitor da Silva, 19 anos.
O caso, que chocou a cidade e a região, envolveu uma facção criminosa que suspeitava que as vítimas estivessem vinculadas a um grupo rival. No entanto, segundo investigações da Polícia Civil, não há evidências que comprovem qualquer envolvimento dos mortos com organizações criminosas. A motivação do crime, conforme apontado pela polícia, foi a contratação dos trabalhadores por uma obra em Mato Grosso, após terem vindo do Paraná.
As vítimas foram encontradas em um local desolado próximo à rodovia MT-208, após serem dadas como desaparecidas no dia 6 de agosto de 2022. O veículo das vítimas foi localizado queimado em uma estrada próxima, o que levou a polícia a intensificar as investigações. Na segunda-feira (8), uma denúncia anônima levou a polícia a localizar os corpos e realizar uma operação na casa de suspeitos. Durante a abordagem, houve uma troca de tiros que resultou na morte de três suspeitos e ferimentos graves em outros dois.
Angélica Saraiva de Sá, após ser capturada, foi julgada e condenada pelos crimes de homicídio, tortura e ocultação de cadáver. Sua pena foi estabelecida em 99 anos e 11 meses de reclusão, com início de cumprimento em regime fechado. Além disso, ela foi multada em 100 dias-multa, com valor correspondente a 1/30 avos do salário-mínimo da época dos crimes.
Outros cinco réus também foram condenados pela participação nos assassinatos. T.B.L. recebeu uma pena de 75 anos, W.B.L. foi sentenciado a 56 anos, e B.B.S. a 66 anos de prisão. Já R.T.S.L. e E.S. foram condenados a 86 anos cada um, totalizando 369 anos de pena somados entre os cinco réus. A justiça busca garantir que os responsáveis pelos crimes de Nova Monte Verde paguem pelos atos cometidos, refletindo a gravidade da violência e a impunidade que rondava a região.





