Enquanto a articulação política liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), entregou em Brasília uma carta suprapartidária de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (8), um grupo de parlamentares não assinou o documento. Dos 24 deputados em atuação na ALMT, 11 ficaram de fora da mobilização, entre eles representantes da direita e da esquerda mato-grossense.
Conforme detalhado pelo próprio presidente da Casa, o total de 18 apoios divulgados resulta da soma entre parlamentares com mandato e recém-eleitos, a exemplo de Samantha do Abílio (PL), Alessandra Ferreira (Podemos), Léo Bortolin (MDB), Ulysses Moraes (Podemos) e Adelcino Lopo (Podemos), que só integrarão o quadro de parlamentares da Casa a partir de 2027.
Entre os parlamentares que endossaram a mobilização estão o próprio Max Russi (Podemos) e nomes de diversas legendas, como Gilberto Cattani (PL), Chico Guarnieri (PSDB), Fábio Tardin (Podemos), Valmir Moretto (Republicanos), Sebastião Rezende (União) e Nininho (Republicanos). A lista de assinaturas conta ainda com Beto Dois a Um (Podemos), Dr. João (MDB), Thiago Silva (MDB), Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União) e Eduardo Botelho (MDB), sendo este último o único da lista de signatários com mandato que não foi reeleito.
Por outro lado, a relação dos deputados em exercício que não assinaram a carta inclui os reeleitos Carlos Avallone (PSDB), Dr. Eugênio (Republicanos), Faissal Calil (PL), Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT) e Wilson Santos (PSD). Também ficaram de fora Elizeu Nascimento (Novo), Janaina Riva (MDB), Juca do Guaraná (PSDB), Júlio Campos (União) e Paulo Araújo (Republicanos), que não conseguiram a reeleição.
Faissal contesta interpretação
Procurado, o deputado Faissal Calil afirmou que não participou da reunião em que surgiu a proposta de elaboração da carta e disse que não foi convidado para o encontro nem incluído no grupo de parlamentares relacionado à articulação.
Segundo o deputado, a iniciativa de assinar o documento surgiu durante a reunião conduzida por Max Russi. Faissal contestou a interpretação de que teria se recusado a manifestar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e afirmou que sua ausência entre os signatários ocorreu porque não estava presente no encontro.
“Eu nunca me recusaria a assinar uma carta. Eu simplesmente não estava na reunião”, declarou o parlamentar, ao pedir a correção da informação.
Já o deputado Lúdio Cabral (PT), que também não assinou o documento, manifestou oposição à iniciativa e defendeu a continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Nós não podemos correr o risco de o Brasil cair novamente no abismo e na insegurança que foi o governo do candidato que está do outro lado. O presidente Lula já fez muito por Mato Grosso, com todos os programas e obras que trouxe nos últimos anos, e vai fazer ainda mais”, afirmou.





