Deputado estadual mais votado de Mato Grosso nas eleições deste ano, Max Russi (Podemos) já definiu seu próximo projeto político. Depois de conquistar 86.934 votos e garantir mais um mandato, ele pretende disputar novamente a presidência da Assembleia Legislativa (ALMT) para permanecer no comando da Casa no próximo biênio.
Atual presidente do Legislativo, Max considera que a votação obtida no domingo (4) fortalece sua posição para iniciar as articulações internas, embora reconheça que o resultado das urnas não garante automaticamente sua recondução.
“Facilita, facilita. É o projeto. Agora termina um, começa outro. Vai ser esse o próximo projeto aí. Espero contar com meus pares”, afirmou.
A escolha da Mesa Diretora depende exclusivamente dos deputados estaduais. Para assegurar a presidência, Max precisará reunir pelo menos 13 votos entre os 24 parlamentares da próxima legislatura.
PODEMOS TEM SEIS CADEIRAS
O ponto de partida é favorável. Além de Max ter liderado individualmente a votação para deputado estadual, o Podemos saiu das urnas como a maior força partidária da próxima Assembleia.
A legenda elegeu seis deputados, o equivalente a um quarto das cadeiras. Além de Max, foram eleitos Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.
A bancada, entretanto, representa menos da metade dos votos necessários para controlar a Mesa. Por isso, o presidente já sinaliza que pretende construir uma chapa multipartidária e abrir negociação com todas as forças representadas na Casa.
“Não, mas o que ganha não é seis. Precisa ter 13. Então, faltam sete ainda. É lógico que é uma composição, tem outros atores aí que vão compor nessa chapa, mas a gente vai procurar conversar com todo mundo”, declarou.
As articulações devem se intensificar depois do encerramento do atual processo eleitoral, que ainda terá o segundo turno da eleição presidencial.
RELAÇÃO COM OS DEPUTADOS
Além da força partidária, Max aposta no relacionamento construído com os colegas durante sua passagem pela presidência da Assembleia.
O deputado sustenta que adotou uma condução institucional que procurou preservar espaços para os demais parlamentares, independentemente das diferenças partidárias, e acredita que esse histórico poderá pesar na eleição interna.
“A gente fez uma campanha muito limpa, sem deslealdade, valorizando todos os deputados que estão na Assembleia. A gente fez um trabalho valorizando muito a Assembleia, fortalecendo muito a Assembleia”, afirmou.
A estratégia de buscar uma composição ampla também ganha importância diante da configuração da próxima legislatura. O Podemos terá seis cadeiras, enquanto PL e Republicanos terão quatro deputados cada. MDB terá três; União Brasil, PT e PSDB terão dois representantes cada; e o PSD, um.
VITÓRIA APERTADA NA VOTAÇÃO INDIVIDUAL
Embora tenha terminado como campeão de votos para a Assembleia, Max protagonizou uma das disputas mais apertadas pelo topo da lista.
Ele recebeu 86.934 votos, apenas 827 a mais que Lúdio Cabral (PT), segundo colocado, que terminou a eleição com 86.107.
O resultado também representa crescimento eleitoral para o presidente da Assembleia. Em 2022, Max havia conquistado 70.328 votos. Agora, recebeu 16.606 votos a mais, uma expansão de aproximadamente 23,6% em quatro anos.
O desempenho dá ao parlamentar um ativo importante para iniciar a negociação pela Mesa, mas a disputa seguirá uma lógica diferente daquela enfrentada nas urnas. Em vez de convencer milhares de eleitores espalhados pelo Estado, Max terá agora um colégio eleitoral de apenas 24 pessoas.
E a própria matemática resumida pelo presidente mostra o tamanho da tarefa: o Podemos começa com seis deputados, mas, para Max continuar no comando da Assembleia, será preciso construir uma maioria de pelo menos 13 votos.





