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Quadrilha importava mercúrio em martelo, frascos de shampoo e óleo

Quadrilha importava mercúrio em martelo, frascos de shampoo e óleo

DIFERENTES PAÍSES

Quadrilha importava mercúrio em martelo, frascos de shampoo e óleo

No inquérito policial consta que o grupo subornou autoridades bolivianas para fraudar notas fiscais

Investigação da Polícia Federal mostra que quadrilha investigada na Operação Hermes buscou contrabandear mercúrio de diferentes países. Há tratativas para compra do produto no México, Colômbia, Bolívia e China. Os sócios Ali Veggi Atala, Arnaldo Silva Veggi e Alberto Veggi Atala tiveram participação na direta na negociação, compra e transporte do mercúrio para o Brasil. Entrada ilegal da substância usada na extração de ouro ocorreu em frascos de shampoo, cartas de tinta e até em martelos.

Conforme as investigações, em uma de suas conversas com o pai, Ali, Arnoldo envia e apresenta uma série de vídeos feitos em uma fábrica clandestina de mercúrio localizada na Bolívia. No inquérito policial consta que o grupo subornou autoridades bolivianas para fraudar notas fiscais e conseguir alvará de funcionamento de empresa de importação. Droga entrada para o Brasil via San Matias, que passa por Cáceres.

Em dezembro de 2021, Arnoldou enviou fotos de um material, que ficou comprovado que era mercúrio metálico e toda a transação foi intermediada e gerenciada por Ali Veggi, com o auxílio de alguns comparsas bolivianos. Ele era o responsável por coordenar a entrada de grande quantidade de mercúrio ilegal para o Brasil.

Arnoldo chegou a mandar um vídeo ao pai, em que uma pessoa injeta mercúrio no buraco de um martelo. Em seguida ele envia, para ALI, uma foto já com a ferramenta intacta, sem nenhuma marca de furo. Registro feito no México e dois martelos foram encaminhados ao Brasil.

Em julho de 2021, Alberto Veggi Atala, primo de Arnaldo e sobrinho de Ali, recebe uma mensagem de Arnaldo dizendo que ele conseguiu um novo fornecedor de mercúrio na Colômbia. Alberto seria o principal intermediador entre Arnaldo e os garimpeiros do Pará, fazendo a venda de botijas de mercúrio e o transporte clandestino até a área do garimpo.

No documento, ele explica como realizava a venda do mercúrio. “Normalmente eles vendem a primeira remessa com nota e as demais vendas para o mesmo cliente são quase sempre sem a confecção de nota”, o que é irregular.

Em abril de 2022, Alberto envia o número de uma conta-corrente para Arnoldo depositar R$ 60 mil O depósito era para realizar o câmbio ilegal e disponibilizar capital na Bolívia para a compra de mercúrio ilegal e outros químicos negociados pelo GRUPO VEGGI.

Já em agosto de 2022, os primos conversaram sobre a falta de estoque no local e o aumento da demanda de mercúrio clandestino para os garimpos brasileiros, propondo trazer o material da China, embalado de maneira a não chamar atenção das autoridades.

É proposto para Alberto que ele fale com seu contado da China, para que ela envie “de 5 em 5 kg”, embalados em potes de shampoo e ainda comemora. “ Se ela fizer isso, véio, nós estamos ricos. Fala pra ela mandar, véio, esse trem (sic)”.

Fonte: Gazeta Digital

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