O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) divulgou, nesta terça-feira (28), novos detalhes da Operação Mãos à Obra, deflagrada em Sinop para investigar um suposto esquema de corrupção envolvendo servidores efetivos da Prefeitura.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a investigação apura a atuação de fiscais da área de fiscalização da Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação, suspeitos de solicitar vantagens indevidas para agilizar a tramitação e a aprovação de obras, projetos e outros procedimentos administrativos.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As diligências ocorreram nas residências dos investigados e também na sede da Prefeitura de Sinop.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foi autorizada a apreensão de aparelhos celulares, documentos, projetos de engenharia e outros materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações. A operação contou com o apoio de equipes do Grupo de Apoio e do Raio, do 11º Batalhão da Polícia Militar, além da Força Tática de Sinop.
Em nota oficial, a Prefeitura de Sinop informou que a investigação envolve exclusivamente a conduta individual de dois fiscais de obras e reforçou que a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação não é alvo da operação.
A administração municipal também afirmou que o secretário da pasta recebeu os integrantes do Gaeco, apresentou as instalações e prestou esclarecimentos sobre o funcionamento do setor. Conforme a prefeitura, nenhum documento ou equipamento foi apreendido nas dependências da secretaria durante a diligência.
Ainda na nota, o município reiterou seu compromisso com a legalidade, a ética e a transparência na administração pública e afirmou que continuará colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.
O Gaeco informou que as investigações prosseguem para apurar a participação dos envolvidos e esclarecer a dinâmica do suposto esquema de corrupção.
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Mato Grosso, com participação da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo.





