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OAB de Alta Floresta provoca sociedade para promover audiência sobre segurança pública

OAB de Alta Floresta provoca sociedade para promover audiência sobre segurança pública

OAB de Alta Floresta provoca sociedade para promover audiência sobre segurança pública

A onda de roubos acontecida no início do ano na zona rural de Alta Floresta levantou a sensação de insegurança na população, não apenas do município, mas também em todas a região. A situação chamou a atenção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção de Alta Floresta, o presidente Dr. Celso Reis de Oliveira esteve no estúdio da Bambina FM, no programa Atualidades, e falou sobre a reunião ocorrida há pouco mais de um ano e das promessas feitas na ocasião, que não foram cumpridas na totalidade, reflexo da sensação de insegurança atualmente. “A segurança pública realmente é um motivo de preocupação na nossa região atualmente”, apontou o presidente, que não descarta a possibilidade de nova reunião para cobranças.

Em agosto de 2016 uma reunião foi intermediada pela OAB e aconteceu no Fórum com a presença de representantes de órgãos estaduais responsáveis pela segurança pública. “A Ordem dos Advogados do Brasil aqui da nossa região, coordenou uma reunião buscando uma solução para que limpasse o que havia naquele momento, e isso só ocorreu, aquela reunião, exatamente porque a sociedade começou a reagir, mas a reação era meio que descoordenada”, apontou Celso Reis, frisando que “de um lado Rotary Clube fazia os seus pedidos, do outro lado o Lions Clube, também CDL, Câmara de Vereadores, enfim, e ficava só nas conversas e não se resolvia, aí a OAB foi procurar, e fizemos uma reunião do Fórum com a participação dos juízes, inclusive visando esclarecer esse ponto, que diziam que o Doutor Douglas era o problema”.

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Com algumas visitações nos órgãos de segurança do município, o secretário de Segurança Pública do Estado, Rogers Jarbas, conheceu a real situação e condições de trabalho dos agentes de segurança. “Naquele momento o próprio secretário de segurança reconheceu que o nosso efetivo aqui estava pequeno, tanto da Polícia Civil como da Polícia Militar, e o número de equipamentos também era insuficiente, e conseguimos trazê-lo junto com o secretário de justiça para uma reunião da OAB com a sociedade naquele momento se comprometerem a melhorar o efetivo e trouxeram novos equipamentos, e também se comprometeram em manter aqui na nossa região, todos os policiais que estavam sendo empossados em razão de um concurso regionalizado”, lembrou o presidente da OAB.

Uma realidade não aplicada, “apesar desse compromisso, e do concurso ter sido feito para a nossa região, logo após a posse esses policiais começam a pedir para ir mais perto de Cuiabá, ou cidades onde tem parentes, e sabe-se lá como, não sei nem se por apadrinhamento de algum deputado, influência política isso vai acontecendo. Então nós temos que pedir para os nossos deputados que expliquem o que está acontecendo (Romoaldo, Nininho e Pedro Satélite)”, enfatizou Dr. Celso Reis.

Quanto a qualidade e condições do serviço prestado em Alta Floresta e região, pelas forças policiais, presidente destaca, “Eu sempre ressalvo que aqui na nossa região, nós estamos bem servidos quanto a qualidade dos policiais, policiais civis e militares da melhor estirpe nós temos aqui, só que são seres humanos, têm limites, eles não conseguem trabalhar mais que o corpo permite, ainda que temos notícias que eles trabalham até além da jornada que deveriam trabalhar”.

Sobre a diminuição do efetivo, o presidente destaca que ações precisam ser tomadas, “com relação a diminuição do efetivo policial na nossa região desde o compromisso assumido pelo nosso secretário em agosto de 2016, e se houve essa diminuição, o que e que se pode ser feito para recompor, precisamos recompor isso com urgência, não é possível que a sociedade fique a mercê dessa sensação de insegurança generalizada que temos hoje”.

Durante a entrevista, o presidente da 8ª Subseção da OAB ainda lembrou outros compromissos firmados na ocasião, como a instalação do centro de Detenção Provisória (CDP) para ‘desafogar’ o sistema penitenciário do município de Alta Floresta, equipamentos de uso individual dos policiais e também investimento na Politec (Pericia Oficial e identificação Técnica), melhorias e investimentos não vistos em sua totalidade, e que retomam a sensação de insegurança no município. “Nós temos que cobrar do poder estatal, que adote as providencias necessárias para que a população tenha segurança, que possa ir e vir em paz”, concluiu Dr. Celso Reis de Oliveira.

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