A Polícia Judiciária Civil de Alta Floresta segue com investigações sobre o acidente que vitimou quatro pessoas no início da tarde de domingo (03) na rodovia MT-208. O condutor que provocou o acidente foi detido em flagrante e deve responder pelos crimes de embriaguez ao volante, se afastar do local do acidente e o crime de homicídio qualificado.
Valdir Siqueira Júnior, de 28 anos, conduzia uma caminhonete Amarok, e se cocou frontalmente com o veículo Sandero que era conduzido por Jacinto Faquinello, de 50 anos, sua esposa Elizandra Aparecida de Freitas de 34 anos, o filho, João Vitor Freitas de 05 anos e a sobrinha Nicole Gabriele Rodrigues de Freitas de 10 anos.
“Foi uma grande tragédia, quatro pessoas que tiveram a vida ceifada prematuramente, duas crianças, e além disso a própria namorada do suspeito que hoje está hospitalizada porque teve algumas fraturas na perna”, apontou o delegado Vinícius de Assis Nazário em entrevista a TV Nativa, afiliada da rede Record em Alta Floresta, frisando que o suspeito está preso, “Ele encontra-se preso, foi autuado dentro do Hospital Geral, dei voz de prisão para ele, e ele está sob custódia policial dentro do hospital.”
Nazário afirmou que há um policial no quarto do hospital, garantindo que o acusado só tenha acesso ao advogado, aguardando alta médica para o encaminhar a Cadeia Pública. A polícia ainda aguarda para que até o final desta semana a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), apresente laudo pericial do local do acidente e a necropsia dos corpos das vítimas que foram a óbito.
“Neste caso não vou qualificar como crime de homicídio culposo no trânsito porque ele descumpriu algumas normas do trânsito, ele fez uma ultrapassagem em local onde era proibido. Ali no local existe uma dupla faixa contínua, ou seja, nenhum dos motorista podia fazer uma ultrapassagem naquele local”, apontou Nazário destacando que “As informações que nós colhemos até agora é que ele não tomou nenhum cuidado ao fazer a ultrapassagem do caminhão, e também houve a confirmação no hospital, através de uma entrevista com a médica e no próprio prontuário médico, que ele deu entrada no hospital com odor etílico, ou seja, os indícios que nós temos é de que ele estava embriagado e de que ele não observou alguns cuidados que ele deveria ter no momento da ultrapassagem”.
Nazário explica que em razão dos elementos colhidos o suspeito será autuado em crime de homicídio qualificado quatro vezes, “porque foram quatro mortes, o fato de ele ter se afastado do local do acidente, ele vai ser autuado por isso porque ele levou a nomorada até o Hospital Regional e logo em seguida ele se internou no Hospital Geral inclusive pedindo para que não fosse comunicado a polícia que ele estaria no local.
E a informação que nós tivemos dos funcionários do Hospital Regional é de que ele deixaria a namorada e estaria retornando ao local do acidente, portanto isso não ocorreu, ele não voltou ao local do acidente e se internou no Hospital Geral, além disso os familiares também impediram o acesso dos policiais, eu tive que ir pessoalmente no hospital para poder ter acesso e entrevistar ele, e durante a entrevista eu sugeri a ele que fizesse o teste do bafômetro para ele demonstrar que não estava embriagado e ele se recusou, ou seja, reforça ainda mais a palavra da médica de que ele estava embriagado”.
Outro Lado
O advogado de defesa do motorista, Jonavan Oliveira, também cedeu entrevista na emissora de TV e afirmou ser prematuro qualquer tipo de comentário sobre o episódio, lamentando o ocorrido se solidarizou com os familiares das vítimas. Oliveira informou que o cliente e a namorada se deslocavam à Paranaíta para o aniversário da avó que completava 103 anos.
Oliveira ainda defende que seu cliente não deixou o local do acidente por vontade própria. “Quanto a ele ter foragido local, ele não foragiu, conversei bem pouco com ele por conta do estado clínico dele, mas as primeiras informações e de que ele não foragiu do local, ele não se lembra quem socorreu ele. Antes de socorrerem ligaram para Polícia, para o Corpo de Bombeiros, porque no momento em que as pessoas socorreram já viram que as pessoas do carro estavam em óbito ou sem sinal de vida algum”.
O advogado de defesa pediu cautela a população com a divulgação de informações inverídicas, e negou que o cliente estivesse embriagado. “É descartada essa possibilidade, é prematura esboçar qualquer fala que ele estivesse embriagado ou não. Eu acredito que qualquer pessoa que sofra um acidente com o impacto que foi, ninguém fica com as faculdades mentais íntegras.
Então é precipitado a forma que o delegado mencionou que ele estava alcoolizado, peço cautela que a população tenha cuidado ao tecer qualquer tipo de comentário”.







