Pesquisar

Madeireiro de Juina acusado de criar empresas fantasmas é solto pela justiça

Madeireiro de Juina acusado de criar empresas fantasmas é solto pela justiça

Madeireiro de Juina acusado de criar empresas fantasmas é solto pela justiça

O madeireiro Amadeu Quadro Júnior, que atua na região de Juína (750 KM de Cuiabá), conseguiu sair da prisão após decisão da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMT). Ele estava preso desde setembro de 2021, acusado de ser o operador de um esquema de sonegação de impostos, e é suspeito de ter criado 11 “empresas fantasmas” para pôr em prática as fraudes.

A informação foi revelada pelo desembargador da Segunda Câmara Criminal do TJMT, Pedro Sakamoto, durante a sessão de julgamento do colegiado, ocorrida na manhã da última quarta-feira (17). A Segunda Câmara Criminal julgou um habeas corpus ingressado pelo madeireiro, que pedia sua liberdade e o trancamento da ação penal – na prática, o arquivamento dos autos.

Acompanhe Nativa News - A Noticia digital em Primeira Mão no WhatsAppSeguir o canal

O desembargador Pedro Sakamoto é o relator do pedido e informou que não poderia tirar Amadeu da prisão pois ele já estava solto, tornando prejudicada a solicitação. Já em relação ao trancamento da ação penal, Pedro Sakamoto não atendeu ao pedido, mantendo o processo que apura a suposta sonegação de impostos do setor madeireiro na região de Juína.

De acordo com informações do processo, pelo menos 11 empresas de fachada teriam sido criadas por Amadeu Quadro Júnior em nomes de “laranjas” – Fort Madeiras, Diomar de F. Silva Madeiras, Diomar de F. Silva – Transportes, D. de F. Silva, LG Comércio de Madeiras, Amadeu Q Junior Madeiras, E. S. Fabiano – Transportes, L. S. da Silva Transportes, Rabelo Transportes Eireli, L. N. Paulino de Almeida e Anderson Caetano Reis.

As empresas de fachada eram utilizadas para “alocação” de débitos fiscais, que não eram pagos, livrando Amadeu Quadro Júnior de pagar os impostos. “Segundo apurado, o esquema criminoso constituía na suposta criação e/ou registro de empresas de fachada em nome de terceiros, para alocação dos débitos tributários provenientes do comércio de madeiras, com o propósito de frustrar a exação tributária”, diz trecho da denúncia.

Os eventuais danos aos cofres públicos não foram revelados.

Receba as notícias do Nativa News no seu WhatsApp.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram
Imprimir

Comentários

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Veja também

Adequar as informações para novo texto jornal nativa news: A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6/11), a Operação Hybris, com o objetivo de aprofundar as investigações relacionadas à suposta extração e comercialização ilegal de recursos florestais oriundos da Terra Indígena Enawene Nawe, em Mato Grosso. A ação ocorre em Nova Olímpia/MT e busca reunir novos elementos probatórios acerca dos fatos investigados. Foi cumprido mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal em endereço vinculado ao investigado, com a finalidade de arrecadar documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros, mídias digitais e demais elementos de interesse para a investigação As apurações tiveram início após o recebimento de informações acerca da possível retirada irregular de madeira no interior da terra indígena. No decorrer das apurações, a Polícia Federal reuniu elementos que apontam para a negociação e para a comercialização de produto florestal extraído sem a devida autorização dos órgãos competentes, em área especialmente protegida e integrante do patrimônio da União. As diligências realizadas indicam que a atividade investigada pode ter causado prejuízos ambientais relevantes, além de atingir direitos assegurados às comunidades indígenas e comprometer a integridade de recursos naturais submetidos à proteção constitucional. As medidas em curso visam esclarecer a extensão dos fatos, identificar todos os envolvidos e apurar eventual obtenção de vantagem econômica decorrente da exploração irregular dos recursos florestais. No decorrer da investigação, foram identificados registros audiovisuais e outros elementos em que o investigado negocia madeira por chamadas de vídeo, circunstância que será objeto de aprofundamento.