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Nova espécie de bugio descoberta na Amazônia pode ser vista em Alta Floresta

Nova espécie de bugio descoberta na Amazônia pode ser vista em Alta Floresta

Nova espécie

Nova espécie de bugio descoberta na Amazônia pode ser vista em Alta Floresta

Bugio-vermelho-do-Mato-Grosso foi descrito em estudo publicado na revista científica Communications

Foto - Kacau Oliveira/Fazenda Anacã

Uma nova espécie de primata foi reconhecida pela ciência na Amazônia e tem ocorrência registrada em Alta Floresta. Trata-se do bugio-vermelho-do-Mato-Grosso (Alouatta matogrossensis), descrito em um estudo genômico publicado na revista científica Communications Biology, do grupo Nature.

A pesquisa analisou dados genéticos de diferentes populações de bugios e também considerou características físicas e a distribuição geográfica dos animais. O trabalho resultou na descrição formal de duas novas espécies: Alouatta matogrossensis e Alouatta iroi, conhecido como bugio-vermelho-do-Pantepui.

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Até então, acreditava-se que o bugio-vermelho-do-Mato-Grosso pertencia à mesma espécie do bugio-vermelho-do-Purus (Alouatta puruensis). A análise genética, porém, identificou diferenças que permitiram reconhecer uma nova espécie.

O Alouatta matogrossensis ocorre no sul da Amazônia, em uma área compreendida entre os rios Madeira e Teles Pires, com limite ao sul associado à transição entre a floresta amazônica e a savana.

Um dos pontos que chama a atenção dos pesquisadores é a situação de conservação do animal. Segundo o estudo, a espécie precisa passar por uma avaliação urgente e pode preencher critérios para ser classificada como Criticamente Em Perigo, principalmente devido à perda e à fragmentação de seu habitat.

A pesquisa também identificou que grandes rios amazônicos funcionam como barreiras naturais à circulação genética entre populações, contribuindo para o surgimento de diferentes linhagens ao longo de milhares de anos.

Presença em Alta Floresta

A descoberta tem um destaque especial para Alta Floresta. Conforme divulgado pela Fazenda Anacã, o bugio-vermelho-do-Mato-Grosso pode ser observado em vida livre na propriedade, que fica na região amazônica do município.

As imagens dos animais foram registradas pela fotógrafa Kacau Oliveira e divulgadas pela Fazenda Anacã, que destacou a presença da nova espécie como parte da biodiversidade da Amazônia mato-grossense.

O reconhecimento científico reforça a importância da conservação dos ambientes naturais da região, que ainda abriga espécies pouco conhecidas e cuja sobrevivência depende da preservação de seus habitats.

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