Alta Floresta voltou a ganhar destaque no cenário ambiental brasileiro. Um levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) colocou o município entre as cidades com maior número de registros de biodiversidade do país, reforçando sua importância para a conservação da Amazônia e para a produção de conhecimento científico sobre a natureza brasileira.
De acordo com a publicação “Avaliação dos Dados sobre a Biodiversidade Brasileira – 2025”, Alta Floresta contabiliza 314.795 registros de espécies, ocupando a quarta colocação no ranking nacional. O município aparece atrás apenas de Poconé (MT), Brasília (DF) e São Paulo (SP), ficando à frente de importantes destinos ambientais brasileiros, como Foz do Iguaçu (PR).
O estudo mostra que o Brasil registrou um crescimento expressivo no volume de informações sobre a biodiversidade entre 2022 e 2025. Nesse período, o número de ocorrências catalogadas saltou de cerca de 22,7 milhões para 37,5 milhões de registros, representando um aumento superior a 65%.

Para especialistas, a posição alcançada por Alta Floresta está diretamente relacionada à riqueza ambiental da região e ao intenso trabalho realizado por pesquisadores, observadores de aves, guias de turismo, instituições de pesquisa e projetos de monitoramento ambiental desenvolvidos ao longo dos últimos anos.
Reconhecida internacionalmente como um dos principais destinos de observação de aves do Brasil, Alta Floresta abriga uma grande diversidade de espécies da fauna e da flora amazônicas. A cidade também está próxima de importantes áreas de conservação, reservas particulares e corredores ecológicos que contribuem para a geração de dados científicos.
Outro fator apontado pelo levantamento é o crescimento da chamada ciência cidadã, modalidade em que moradores, turistas, fotógrafos da natureza e observadores colaboram diretamente com o registro de espécies por meio de plataformas digitais especializadas. Atualmente, quase metade dos registros de biodiversidade disponíveis no país tem origem nesse tipo de participação voluntária.
No caso das aves, segmento em que Alta Floresta se destaca nacionalmente, a contribuição dos cidadãos é ainda mais significativa, representando a maior parte dos dados utilizados pelos pesquisadores.
O estudo do IBGE analisou informações relacionadas a nove grandes grupos biológicos, incluindo aves, mamíferos, anfíbios, répteis, peixes, plantas, fungos, moluscos e artrópodes. Os resultados também apontam uma melhoria na qualidade das informações coletadas, ampliando a confiabilidade dos dados utilizados em pesquisas científicas e na formulação de políticas de conservação ambiental.
Além de evidenciar a riqueza natural existente na Amazônia mato-grossense, o desempenho de Alta Floresta reforça o papel estratégico do município na produção de conhecimento sobre a biodiversidade brasileira e na promoção do turismo sustentável voltado à observação da natureza.





