O Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena Apiaká do Pontal e Isolados, no Mato Grosso, deu passos importantes em março, com a definição de acordos nos eixos “Território e Ambiente” e “Organização Social e Governança”. Durante as oficinas realizadas na comunidade da Barra de São Manoel, conduzidas pelo antropólogo Rinaldo Arruda, foram discutidos temas como vigilância territorial, regularização fundiária e preservação de locais sagrados.
Entre os principais acordos estão a criação de novas aldeias para fortalecer a vigilância, o mapeamento e reconhecimento de locais sagrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a implementação de regras para caça, pesca e manejo sustentável. Além disso, foi decidido o aumento da participação de jovens e mulheres nas associações Apiaká, visando maior representatividade e fortalecimento da organização social.
O PGTA, que será concluído até 2026, visa garantir a autonomia dos Apiaká e o futuro sustentável de seu território. O projeto faz parte do programa Berço das Águas, realizado pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) e patrocinado pelo Programa Petrobras Socioambiental, e busca estabelecer a gestão do território com foco em aspectos sociais e ambientais, consolidando a luta pela soberania e preservação ambiental.





