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Operação transfere mais de 70 detentos da Cadeia Pública de Alta Floresta

Operação transfere mais de 70 detentos da Cadeia Pública de Alta Floresta

População carcerária

Operação transfere mais de 70 detentos da Cadeia Pública de Alta Floresta

Ação da Polícia Penal encaminhou reeducandos para unidades de Cuiabá e Várzea Grande em meio a medidas para reduzir a superlotação da unidade.

Uma operação realizada pela Polícia Penal de Mato Grosso promoveu a transferência de mais de 70 reeducandos da Cadeia Pública de Alta Floresta para unidades prisionais localizadas na região metropolitana de Cuiabá. A ação ocorreu no sábado e contou com um esquema especial de segurança para a movimentação dos detentos.

Os presos foram encaminhados para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e para o Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. A operação mobilizou ônibus, viaturas e equipes da Polícia Penal responsáveis pela escolta dos reeducandos.

Durante a transferência, o entorno da unidade prisional recebeu reforço na segurança e houve controle do tráfego em vias próximas à cadeia para garantir a execução da operação sem intercorrências.

A medida faz parte de um processo de reorganização do sistema prisional e atende a determinações relacionadas à redução da população carcerária da unidade de Alta Floresta. Atualmente, a cadeia enfrenta um cenário de superlotação, com número de custodiados muito superior à capacidade projetada para o local.

De acordo com informações do sistema de Justiça, a unidade possui estrutura para aproximadamente 165 detentos, mas vinha abrigando quase 300 presos, situação que motivou discussões sobre a necessidade de redistribuição da população carcerária e melhorias nas condições da unidade.

O promotor criminal Paulo José destacou que a taxa de ocupação da cadeia de Alta Floresta estava acima da média registrada em outras unidades do estado, o que reforçou a necessidade das transferências.

Com a retirada dos presos já condenados e considerados aptos à remoção, a expectativa é de que a unidade passe por adequações estruturais e melhorias em sua infraestrutura, contribuindo para melhores condições de funcionamento e segurança.

A Polícia Penal não descarta novas transferências nos próximos meses como parte das ações voltadas ao equilíbrio da população carcerária e à redução da superlotação nas unidades do norte de Mato Grosso.

Com informações Arão Leite

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