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Mato Grosso tem mais de 41 mil pessoas diagnosticadas com autismo; maioria são homens

Mato Grosso tem mais de 41 mil pessoas diagnosticadas com autismo; maioria são homens

Censo Demográfico

Mato Grosso tem mais de 41 mil pessoas diagnosticadas com autismo; maioria são homens

Estado tem 1,3% da população masculina e 0,9% da feminina diagnosticada com TEA; Cuiabá registra mais de 10 mil casos. Dados são do IBGE.

Em 2022, 1,4 milhões de homens e 1,0 milhão de mulheres tinham diagnóstico de autismo - Foto: Roberto Dziura Jr/AEN-PR

 

Mato Grosso possui 41.247 pessoas que declararam ter recebido o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo dados do Censo Demográgrafico 2022, divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estáticas(IBGE) A maioria dos diagnósticos no estado é entre homens: 1,3% da população masculina, contra 0,9% entre as mulheres — o que corresponde a cerca de 24,6 mil homens e 16,6 mil mulheres

A inclusão do quesito sobre autismo no censo foi determinada pela Lei nº 13.861/2019, que alterou a legislação anterior para garantir a coleta de dados sobre pessoas com TEA nos censos demográficos.

Entre os municípios mato-grossenses, as maiores proporções de diagnósticos foram registradas em São José do Xingu (2,5% da população) e Reserva do Cabaçal (1,9%). Já os menores índices ocorreram em Alto Boa Vista e Canabrava do Norte, ambos com apenas 0,1% da população com diagnóstico declarado. A capital, Cuiabá, por sua vez, tem 10514 pessoas diagnosticadas, o que representa 1,6% do caso. No recorte por raça/cor, o maior percentual de pessoas com TEA foi entre os brancos (1,3%), totalizando 14.999 pessoas. Os menores percentuais foram registrados entre indígenas (0,4%, ou 216 indivíduos).Em números absolutos, no entanto, a maioria dos diagnósticos foi entre pardos: 22.216 mato-grossenses. 

Panorama nacional 

Autismo é maior entre crianças e adolescentes

Entre os grupos etários, a prevalência de diagnóstico de autismo foi maior entre os mais jovens: 2,1% no grupo de 0 e 4 anos de idade, 2,6% entre 5 e 9 anos, 1,9% entre 10 e 14 anos e 1,3% entre 15 e 19 anos. Esses percentuais representam, ao todo, 1,1 milhão de pessoas de 0 a 14 anos com autismo. Nos demais grupos etários, os percentuais oscilaram entre 0,8% e 1,0%.

Ao se considerar conjuntamente os recortes de sexo e idade, o grupo de meninos de 5 a 9 anos apresentou o maior percentual de diagnóstico: 3,8% da população masculina nessa faixa etária, o equivalente a 264,6 mil indivíduos. Entre as meninas da mesma faixa, o percentual foi de 1,3%, totalizando 86,3 mil pessoas. Situação semelhante foi observada no grupo 0 a 4 anos, com prevalência de 2,9% entre os meninos e 1,2% entre as meninas.

A prevalência de TEA foi maior entre os homens em todos os grupos etários até 44 anos. Entre 45 e 49, 55 e 59 e 70 anos ou mais, os percentuais foram equivalentes entre os sexos de nascimento. Já nos grupos de 50 a 54 e 60 a 69 anos, as mulheres apresentaram prevalências ligeiramente superiores às dos homens, com diferença de 0,1 pontos percentuais.

Diagnóstico de TEA é maior entre os brancos

Na desagregação por cor ou raça, o maior percentual de pessoas com autismo se deu entre as pessoas declaradas brancas, com 1,3%, o que equivale a 1,1 milhão de pessoas. A menor prevalência está entre as pessoas de cor ou raça indígena, com 0,9%, o que representa 11,4 mil pessoas. Este percentual sobe para 1% quando consideradas também as pessoas de outra cor ou raça que se consideram indígenas. Entre as pessoas amarelas, 1,2% tinham diagnóstico de autismo, o que corresponde a 10,3 mil pessoas. Cerca de 221,7 mil pessoas pretas e 1,1 milhão de pessoas pardas possuem TEA (Transtorno do Espectro Autista), representando 1,1% de cada uma dessas populações.

População com autismo tem maior taxa de escolarização

A taxa de escolarização da população com autismo (36,9%) foi superior à observada na população geral (24,3%). Essa diferença foi mais expressiva entre os homens: 44,2% dos homens com autismo estavam estudando, frente a 24,7% do total. Entre as mulheres, a taxa de escolarização foi 26,9% entre aquelas com autismo, ante 24,0% no total.

“Tal diferença se dá pela maior concentração da população com autismo nas idades mais jovens, principalmente entre as idades de 6 a 14 anos, que possuem altas taxas de escolarização e concentram mais da metade da população de estudantes com autismo”, explica Raphael.

Para a população total por idade, destacaram-se os grupos de 18 a 24 anos (30,4% para autistas e 27,7% para o total) e 25 anos ou mais (8,3% e 6,1%, respectivamente), onde a taxa de escolarização entre pessoas com autismo superou a da população geral, sugerindo trajetórias mais prolongadas de escolarização ou retornos à educação formal.

A desagregação por cor ou raça estimou, em 2022, 347,8 mil estudantes brancos com diagnóstico de autismo, 344,4 mil pardos, 62,6 mil pretos, 3,5 mil indígenas e 2,4 mil amarelos. “Ao analisar as taxas de escolarização, observou-se o mesmo padrão verificado na análise por sexo: as taxas entre pessoas com autismo foram maiores do que as da população geral para todos os grupos de cor ou raça”, destacou o analista.

A maior diferença foi registrada entre as taxas de escolarização das pessoas de cor ou raça branca: 37,4% para as pessoas com autismo, frente a 23,5% para a população branca total, ou seja, uma razão de 1,6 vezes. No grupo pardo, a taxa de escolarização das pessoas com autismo (37,7%) também superou de forma expressiva a média do total de pardos (25,9%). Já entre os estudantes indígenas, a diferença foi menor: 36,0% entre os com autismo, contra 34,3% no total.

Fonte: Olhar Direto

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