Um incêndio registrado na manhã deste sábado (18), por volta das 8h30, em um condomínio de kitnets localizado na Rua A-05, em Alta Floresta, mobilizou uma equipe do Corpo de Bombeiros. As chamas foram controladas por um vizinho antes da chegada da guarnição, mas um vazamento em um botijão de gás exigiu a atuação dos militares para eliminar o risco de uma explosão.
Durante a ocorrência, um menino de 11 anos sofreu inalação de fumaça e precisou ser encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Já um homem de 39 anos, que estava no imóvel, recusou atendimento médico.
Segundo o Corpo de Bombeiros, quando a equipe chegou ao local o incêndio já havia sido extinto. No entanto, os militares identificaram que o botijão de gás continuava apresentando vazamento, colocando em risco os moradores do condomínio.
Para evitar uma nova ocorrência, o recipiente foi retirado do apartamento e levado para uma área aberta e segura, onde o gás remanescente foi liberado de forma controlada, reduzindo o risco de explosão ou de reignição das chamas.
Durante o atendimento, a criança relatou que tentou apagar o fogo antes da chegada do socorro. De acordo com o menino, ele inalou uma grande quantidade de fumaça e entrou em desespero, sem conseguir encontrar imediatamente a saída da residência. Somente depois percebeu que a porta estava aberta e conseguiu deixar o imóvel.
Na avaliação realizada pelos bombeiros, o garoto apresentava dores intensas na garganta e na região dos pulmões, dificuldade para respirar e desconforto ao inspirar, sintomas compatíveis com a inalação de fumaça.
Após receber os primeiros socorros no local, ele foi encaminhado à UPA acompanhado da mãe, permanecendo sob os cuidados da equipe médica.
Durante a vistoria no imóvel, os bombeiros encontraram outro morador, um homem de 39 anos, dormindo em um dos quartos. Conforme informado pela corporação, ele afirmou que não percebeu o incêndio e sequer notou as chamas.
Apesar da recomendação dos militares para que passasse por avaliação médica devido à exposição à fumaça, o homem recusou atendimento pré-hospitalar. A recusa foi registrada por meio da assinatura do Termo de Responsabilidade de Atendimento Pré-Hospitalar (APH), permanecendo no local após o encerramento da ocorrência.
As causas do incêndio não foram divulgadas e deverão ser apuradas.





