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Eletrobras realiza reparos na Usina de Colíder após apontamento de falhas críticas pelo Ministério Público

Eletrobras realiza reparos na Usina de Colíder após apontamento de falhas críticas pelo Ministério Público

Impacto ambiental

Eletrobras realiza reparos na Usina de Colíder após apontamento de falhas críticas pelo Ministério Público

Após falhas estruturais e morte de mais de 1.500 peixes no Rio Teles Pires, Eletrobras inicia nova fase de reparos na Usina de Colíder para garantir a segurança da barragem.

MP dá prazo de 120 dias para Usina de Colíder apresentar plano de desativação — Foto: Copel

A Eletrobras informou nesta quinta-feira (9) que iniciou reparos no subsolo da Usina Hidrelétrica de Colíder, localizada no município de Itaúba (MT), a 599 km de Cuiabá. A intervenção marca o início da segunda etapa de obras estruturais para garantir a segurança da barragem, após o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apontar falhas graves no sistema de drenagem da usina.

Desde agosto, a Usina de Colíder opera em nível de alerta, em razão de problemas estruturais que, segundo o MP, representam risco potencial de rompimento. A Eletrobras afirmou que concluiu a fase de diagnóstico técnico e mobilizou equipes especializadas para a execução de injeções de material no subsolo, etapa essencial para estabilizar a estrutura.

De acordo com a empresa, o reservatório permanecerá com o nível atual, sem previsão de novos rebaixamentos, e a usina segue em operação regular, sob monitoramento dos órgãos de fiscalização.

O alerta sobre a necessidade de reparos foi emitido após o rebaixamento do nível do reservatório, realizado em setembro, que provocou a morte de 1.541 peixes e causou impactos ambientais no Rio Teles Pires. O episódio reacendeu o debate sobre os riscos e a sustentabilidade do empreendimento.

O Ministério Público também recomendou a revisão da licença ambiental pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a atualização dos planos de emergência e contingência, a instalação de sistemas de alerta sonoro à população ribeirinha e a criação de canais diretos de comunicação com comunidades locais.

Além disso, o MP solicitou a cobrança antecipada de R$ 200 milhões da Eletrobras, valor destinado à reparação dos danos ambientais e sociais já constatados e aos que possam surgir durante o processo de intervenção.

Localizada no Rio Teles Pires, a Usina de Colíder possui capacidade instalada de 300 megawatts e um reservatório de 168 km², abrangendo os municípios de Cláudia, Colíder, Itaúba e Nova Canaã do Norte. A hidrelétrica entrou em operação em 2019 e foi transferida para a Eletrobras em maio deste ano, após a Copel Geração e Transmissão repassar o ativo como parte de um acordo de troca.

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