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Delegado oferecia segurança privada com viatura para garimpeiros, diz Polícia

Delegado oferecia segurança privada com viatura para garimpeiros, diz Polícia

Operação Diaphthora

Delegado oferecia segurança privada com viatura para garimpeiros, diz Polícia

Delegado e investigador da delegacia de Polícia Civil de Peixoto de Azevedo foram presos nesta quarta-feira

O delegado Geordan Fontenelle, preso nesta quarta-feira (17), suspeito de montar um esquema de corrupção na delegacia de Peixoto de Azevedo (a 691 km de Cuiabá), oferecia serviços de segurança privada para garimpeiros. Além dele, também foi preso o investigador Marcos Paulo Angeli.

A informação consta na decisão da juíza Paula Tathiane Ribeiro, que culminou na Operação Diaphthora, deflagrada nesta quarta. Foram cumpridas 12 ordens judiciais, sendo dois mandados de prisão preventiva, sete de busca e apreensão e três medidas cautelares.

Os servidores são investigados pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa, e advocacia administrativa. O esquema teria sido arquitetado pelo delegado.

Conforme as investigações do Núcleo de Inteligência da Corregedoria-Geral, Geordan estaria oferecendo serviços de segurança privada com viatura caracterizada para alguns garimpeiros de Peixoto de Azevedo.

O relatório técnico elaborado pela Corregedoria confirmou o deslocamento de uma S10 caracterizada, no dia 07 de outubro de 2023, até o Distrito de União do Norte, onde uma mineradora exerce suas atividades.

Operação

As investigações iniciaram após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência da Corregedoria Geral, que apontavam o suposto envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.

Com o aprofundamento das investigações, segundo a polícia, foram identificados os servidores que estariam envolvidos no esquema criminoso sendo apontados como mentor e articulador o titular da Delegacia de Peixoto de Azevedo e um investigador da unidade, aliados a advogado e garimpeiros do município.

Entre os crimes praticados pela associação criminosa, segundo a PJC, foi demonstrado no inquérito que o delegado e o investigador solicitariam o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiriam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.

A Polícia Civil ressalta que “todos os esquemas e acertos levam à conclusão de que existia um verdadeiro ‘gabinete do crime'”.

“Com a operação, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Corregedoria-Geral, demonstra o caráter republicano em garantir a integridade pública da instituição, investigando e responsabilizando seus integrantes, bem como verticalizando as investigações para desarticular a associação criminosa que agia, de forma oculta, na estrutura estatal, trazendo descrédito às ações da Polícia Civil no município”, diz a instituição.

Fonte: João Aguiar | RDNews

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