Moradores da comunidade Chácaras Santa Rosa, na estrada vicinal 1ª Norte, em Alta Floresta, voltaram a cobrar providências da Prefeitura após um bueiro com estrutura precária provocar transbordo de água sobre a estrada neste fim de semana, em razão das chuvas intensas na região.
O problema, segundo a comunidade, não é recorrente por manutenção, mas consequência direta da falta de uma obra definitiva. Em julho do ano passado, os moradores já haviam denunciado que o bueiro apresentava rompimento, cobertura com madeiras podres e tubos de plástico parcialmente obstruídos por terra, o que comprometia completamente a vazão da água.
“Esse bueiro já estava rompido no ano passado, com madeira podre por cima e terra dentro dos tubos, que são de plástico. Já aconteceu acidente com ônibus escolar aqui. É o único da linha que ainda é improvisado. O risco é constante”, relatou um morador, que preferiu não se identificar.
Promessa feita, mas obra não executada
Após a denúncia feita em 2025, a Prefeitura de Alta Floresta informou, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, que uma equipe técnica havia realizado vistoria no local e reconhecido a necessidade de intervenção. À época, o então secretário Roberto Patel afirmou, em nota oficial, que o ponto estava inserido no cronograma de manutenções e que receberia obras de aterramento e alongamento da tubulação, com a promessa de maior durabilidade.
A gestão municipal também declarou que evitaria improvisos e que adotaria soluções responsáveis para garantir a segurança dos usuários da estrada rural.
No entanto, nenhuma substituição estrutural foi realizada. O bueiro permaneceu com tubos plásticos, sem reforço em concreto, e sem correção definitiva do problema de vazão. Com as chuvas registradas neste fim de semana, a estrutura não suportou o volume de água, resultando no transbordo do riacho sobre a estrada.
Diante do novo episódio, a reportagem do Nativa News procurou a assessoria de comunicação da Prefeitura de Alta Floresta na manhã desta segunda-feira (26), questionando se há previsão para substituição do bueiro por uma estrutura de concreto e se existe um novo cronograma de obras para o local.
Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.
Moradores cobram agora uma definição objetiva do poder público e alertam que, enquanto a estrutura improvisada não for substituída, o risco de novos transtornos e acidentes permanece, principalmente durante o período chuvoso.





